Foto/Jairo Chagas
Paulo Piau descarta qualquer ação de desatino, mas já pensa em bloqueio de estradas no futuro
Prefeitos da região não planejam bloqueio de rodovias nesta segunda-feira (24), durante o dia de protesto contra a diminuição de repasses estaduais e federais. A informação é do prefeito Paulo Piau (PMDB), ressaltando que a medida pode ser estudada para mobilizações futuras.
Hoje, as prefeituras do Triângulo Sul fecham as portas, seguindo a decisão de cerca de 600 prefeituras mineiras que participam da paralisação. As sedes administrativas estarão fechadas para atendimento ao público, mas os servidores trabalharão normalmente em atividades internas. Já os serviços básicos nas áreas de Assistência Social, Educação e Saúde não sofrerão interrupção. “Não podemos prejudicar a sociedade. Como gestores, não podemos cometer o desatino de cercear o acesso aos serviços essenciais”, ressalta Piau.
Apesar da paralisação nesta segunda-feira (24), será mantido o funcionamento de todas as unidades de saúde, Farmácia Popular, Samu, ambulâncias e Caps (Centro de Atenção Psicossocial). Nas escolas e na Fundação Municipal de Ensino Técnico Intensivo (Feti), as aulas também não serão suspensas na data. Além disso, a Cohagra (Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande) e o Procon estarão abertos para atendimento ao público.
Já o Centro Administrativo, a Fundação Cultural de Uberaba, a Fundação Municipal de Esporte e Lazer (Funel), a Biblioteca Pública Municipal “Bernardo Guimarães” e as duas unidades do Codau (avenida da Saudade e rua Governador Valadares) estarão com portas fechadas. Porém, as licitações, se houver, ocorrerão normalmente.
Nas secretarias de Desenvolvimento Social, Trânsito e Saúde – instaladas fora do prédio central – serão feitos atendimentos a demandas extraordinárias hoje, como protocolo de recursos de multa ou retirada de documentos.
O movimento, apoiado pela Associação Mineira de Municípios (AMM), Frente Mineira de Prefeitos (FMP), Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Rio Grande (Amvale), das Associações Microrregionais Amvarig, Ampla e Amapar, tem o objetivo de pressionar os governos federal e estadual para o cumprimento das responsabilidades com os municípios.