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Prepare o seu bolso: estiagem do ano passado pode levar a aumento de mais de 10% na energia

A tarifa de luz deve subir em um ritmo maior neste ano, mesmo com o atual período chuvoso

Publicado em 08/01/2018 às 08:53Atualizado em 16/12/2022 às 07:25
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O bolso já bastante pesado do consumidor pode sentir novo romb o da energia elétrica. Com a falta de chuvas em 2017, levando o volume de afluências a ficar abaixo da média, fez com que o consumo de energia a partir de usinas térmicas aumentasse. Assim, a tarifa de luz deve subir em um ritmo maior neste ano, mesmo com o atual período chuvoso. Ainda há somente projeções, mas a média é que o aumento deve superar os 10%, sendo que parcela significativa desse reajuste vem do aumento do custo da energia, pressionado pelo déficit hidrológico (GSF), segundo estimativa dos especialistas.

Os cálculos da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) apontam que as hidrelétricas geraram 21% menos do que o volume de energia que tinham direito de comercializar, resultado de déficit hidrológico médio em 79% durante 2017. Para compensar a menor geração hídrica, foram acionadas termelétricas, que produzem uma energia mais cara, gerando custo adicional para o sistema. Este custo extra deveria ser coberto pela receita das bandeiras tarifárias, mas o valor arrecadado não tem sido suficiente para neutralizar as necessidades, tendo em vista o alto preço da energia de curto prazo registrado ao longo do ano, justamente pela geração térmica.

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) chegou a elevar o valor da cobrança adicional nas bandeiras, a partir de novembro, e até mesmo liberou recursos provenientes de outro encargo, a Conta de Energia de Reserva (Coner), na tentativa de reduzir o descompasso entre gastos e receitas. Mesmo assim, a projeção é de déficit significativo. Pelas regras do setor, quando a receita com as bandeiras tarifárias não é suficiente para cobrir os custos, as distribuidoras arcam com compromisso e, no momento do reajuste, o saldo dessa conta entra no cálculo da tarifa, de forma a zerar os passivos.

Vale lembrar que a Aneel definiu a bandeira verde para o mês de janeiro, ou seja, aquela que não prevê custo extra para consumidores, o que reduzirá o montante arrecadado na conta.

*Com informações da Agência Estado

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