O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu ontem toda a equipe ministerial para discutir medidas de combate à crise financeira mundial e cortes no Orçamento de 2009.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu ontem toda a equipe ministerial para discutir medidas de combate à crise financeira mundial, cortes no Orçamento da União de 2009 e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A primeira reunião do ano aconteceu na residência oficial da Granja do Torto.
Entre as medidas para conter os efeitos da crise, o governo prepara um pacote de estímulo para a construção civil, setor com grande capacidade de geração de empregos. O plano seria lançado na semana passada, mas foi adiado porque o presidente Lula quer reduzir ainda mais o custo do financiamento habitacional para o brasileiro e conceder mais facilidades às famílias com renda inferior a cinco salários mínimos (até R$ 2.075), faixa populacional com dificuldade para comprar imóvel, como afirmou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. A meta do governo é financiar um milhão de novos imóveis até 2010. Foi a segunda vez que Lula convoca o ministério para debater a crise. O primeiro encontro ocorreu em novembro do ano passado.
Sobre o corte no orçamento, Paulo Bernardo detalhou para os colegas o congelamento previsto de R$ 37,2 bilhões e em quanto cada pasta será afetada. “Vamos tentar não desagradar a todo mundo, mas agradar a todo mundo não tem a menor possibilidade. Acredito que a choradeira vai ocorrer depois da reunião. Vamos chamar os ministros e conversar sobre a pasta de cada um. Precisamos manter o orçamento equilibrado”, disse o ministro.
O andamento do PAC foi outro assunto da reunião ministerial. O balanço de dois anos do programa deverá ser feito oficialmente amanhã pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. No último balanço, realizado em outubro do ano passado, o governo já havia concluído 9% dos projetos, total de 193 obras, com custo de R$ 30,6 bilhões. O PAC prevê investimentos de cerca de R$ 503 bilhões, principalmente em obras de infraestrutura.