Nove anos após o desaparecimento de Maria Eduarda de Moura, a garota de 10 anos que sumiu ao sair para comprar pão em mercearia perto de sua casa, no conjunto Josa Bernardino, o processo foi arquivado na 1ª Vara Criminal, por falta de pistas.
O inquérito foi relatado e enviado ao Fórum Melo Viana. Várias diligências foram realizadas, mas nenhuma prova juntada. Se algum dia houver novidades, o processo pode ser reaberto com retorno do inquérito para a Aisp Boa Vista.
Durante muitos anos a família tentou meios de encontrar a garota, que hoje, se estiver viva, está com 19 anos de idade. Maria Eduarda desapareceu no dia 23 de julho de 2000 e desde então, os pais buscam ajuda junto a delegados, promotores, juízes e até apresentadores de televisão. Muitas denúncias foram feitas, mas, nenhuma que levasse ao paradeiro de Maria Eduarda.
O delegado regional de Araxá, Heli Andrade, foi um dos policiais que investigaram o caso. Heli ainda acredita que Maria Eduarda esteja viva. Segundo ele, pelo que consta nos autos, a garota deve ter sido levada com sua aquiescência, uma vez que não há indícios de violência. Heli lembra que a roupa de Maria Eduarda foi encontrada três dias depois em local próximo à sua residência. A roupa estava seca, sendo que no dia anterior havia chovido bastante, indicando que a roupa foi colocada no local.
Acrescenta que testemunhas, um garoto que andava de bicicleta e uma senhora, contaram que durante o trajeto de casa até a mercearia, a menina olhava insistentemente para trás, como conferindo se alguém a estava observando ou mesmo a seguindo. Para Heli, a saída para comprar pão foi um pretexto para Maria Eduarda sair de casa.
Várias hipóteses foram investigadas, inclusive sequestro e estupro. Suspeitos foram presos e investigados. Entretanto, nenhum deles esclareceu o desaparecimento da menina.
Alguns anos depois surgiu a possibilidade de que ela estivesse morando nos Estados Unidos, mas nada foi esclarecido.
Heli também não acredita que ela esteja sendo mantida prisioneira, em cárcere privado. Para ele, aos nove anos a possibilidade existia. “Hoje, nessa idade, ela já poderia ter se livrado de um possível cárcere”, encerra o delegado que mantém, ainda, a expectativa de um dia ver o caso esclarecido.
Também o delegado Luiz Antônio Blanco trabalhou alguns dias no caso e lembra que o inquérito foi relatado pelo seu colega Hércules Cardoso. Mas, de acordo com ele, nenhuma prova foi juntada aos autos remetidos à Justiça.