Faturamento real cresceu de 9,13% em relação a abril. Índice é decorrente do aumento nas vendas para o mercado nacional
Produção industrial registrou desaceleração no mês de maio no Triângulo Mineiro. No entanto, o faturamento apresentou resultados positivos. Os dados estão na Pesquisa Indicadores Industriais, elaborada pela Assessoria Econômica da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). O levantamento foi realizado em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Segundo os números, o faturamento real cresceu de 9,13% em relação a abril. O índice é decorrente do aumento nas vendas para o mercado nacional. O resultado vem dos segmentos de defensivos agrícolas, produtos de limpeza e artigos de perfumaria e de adubos e fertilizantes. O início da safra também contribuiu para o resultado.
Além disso, o faturamento registrou incremento de 6,50% no setor de produtos alimentícios, em função da elevação nas vendas para o mercado doméstico, com destaque para os segmentos de açúcar e óleos e gorduras.
Na comparação com maio do ano anterior, o indicador recuou 1,33%. De janeiro a maio deste ano, diante dos mesmos meses de 2013, o valor total das vendas registrou incremento de 1,88%. Em Minas Gerais, o valor total das vendas foi 8,38% maior, na mesma base de comparação.
Ainda segundo a pesquisa, as variáveis ligadas à produção, como, por exemplo, as horas trabalhadas e a utilização da capacidade instalada, além da massa salarial, permaneceram mostrando decréscimo.
De acordo com os dados, as horas trabalhadas na produção caíram 0,26% em maio, ante abril. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o indicador recuou 7,01%. No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, as horas de produção reduziram 0,14%, em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Por outro lado, o emprego industrial apresentou variação positiva de 0,58%, se comparado ao mês de abril. As contratações aumentaram em decorrência do início da safra nas empresas de açúcar. No entanto, se comparado ao mesmo mês de 2013, a variável registrou queda de 6,44%. De janeiro a maio, o número de empregados foi 7,94% menor, diante do mesmo período do ano passado. E mais: a massa salarial recuou 6,50% contra abril. Em relação ao mesmo mês do ano passado, a queda é de 20,66%. Quanto à remuneração, o levantamento aponta estabilidade. Conforme os números, nos cinco primeiros meses do ano, as remunerações pagas foram idênticas ao mesmo período de 2013.