De acordo com estimativas feitas pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a produção mundial de arroz deverá cair 3% neste ano. Este seria um reflexo da diminuição de áreas dos principais países produtores, como a Índia, Bangladesh e Filipinas.
O assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Alan Malinski, explica como isso pode influenciar o plantio do resto do mundo e fazer com que a produção caia. “Assim como as condições climáticas lá não estão tão ideais como foram na safra passada. Isso vai fazer com que a produção tenha uma redução em torno de 3% a 4%”, pontua.
Segundo Alan Malinski, aqui no Brasil, a estimativa da CNA é de uma leve queda de área, por conta de menores investimentos feitos pelos produtores e pelas incertezas climáticas. “O plantio foi muito irregular; o pessoal acabou perdendo um pouco a janela de plantio devido ao excesso de chuva durante o plantio e também porque o produtor estava descapitalizado. E na safra passada, por mais que nós tivemos uma excelente produção, durante o período de colheita e pós colheita também, o preço caiu consideravelmente e muitos produtores tiveram que comercializar seu arroz abaixo dos preços mínimos”, avalia, destacando que a situação também contribuiu para que o produtor ficasse mais descapitalizado.
Apesar disso, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que são responsáveis por 80% da produção do país, devem ter a área plantada mantida. Os custos da produção no país deverão subir 5 a 7%, puxado principalmente pela energia elétrica, mão de obra e combustível. Já o preço da saca de 50 quilos deve se manter próximos a R$ 40.
Fonte: Agência do Rádio