Ministério Público apresentou as alegações finais para pedir a condenação de D.S.S., conhecido como Dada, por tráfico
O Ministério Público apresentou as alegações finais para pedir a condenação de D.S.S., conhecido como “Dada”, por tráfico de drogas. Ele foi preso em 25 de novembro de 2016, no bairro Abadia, com mais de 253 gramas de cocaína e quatro tabletes de maconha, fracionados e prontos para o comércio com usuários de entorpecentes.
Segundo o titular da 5ª Promotoria de Justiça Criminal, Laércio Conceição Lima, agentes das polícias Civil e Militar e da Guarda Municipal saíram em diligências para dar cumprimento a mandados de prisão e, em razão de denúncia anônima, souberam que um indivíduo estaria armazenando e comercializando grande quantidade de drogas em imóvel situado na rua João Pessoa, no bairro Abadia. Durantes as buscas, os agentes descobriram que “Dada” mantinha em depósito a quantidade de 253,69g de cocaína em um recipiente; outros 20,94g da mesma droga, divididos em 27 invólucros de plástico; e, ainda, 2.089kg de maconha, armazenados em quatro tabletes.
Ainda de acordo com Laércio Conceição, laudo pericial revelou, com base em informações colhidas junto ao titular da Delegacia Antidrogas, que um cigarro de maconha é comercializado ao preço de R$5. Neste sentido, com a quantidade apreendida, o réu poderia ganhar ilegalmente a quantia de R$13.055. Já com a cocaína poderia resultar na quantia de R$5.500, considerando que um papelote é vendido na rua ao preço de R$20. “Portanto, trata-se de atividade criminosa que possibilita lucros fáceis e grandes, em detrimento da saúde e segurança de inúmeras pessoas. Com a venda dessas drogas o réu obteria um lucro fácil de R$18.555”, alerta.
Fornecendo essas informações à Justiça, o promotor busca fundamentar o pedido de aplicação de uma pena mais rigorosa ao acusado, tendo em vista a gravidade da conduta praticada por ele, que se tornou problema de saúde pública, com solução integrada e multidisciplinar, em longo prazo.