GERAL

Promotor pede que réu fique algemado

Temendo que o pior possa ocorrer durante júri popular, o MP quer que réu fique algemado durante a sessão

Publicado em 02/09/2010 às 00:26Atualizado em 20/12/2022 às 04:29
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Temendo que o pior possa ocorrer durante júri popular, o Ministério Público quer que réu fique algemado durante a sessão de julgamento em Uberaba.

O pedido feito pelo promotor Aloísio Cunha Soares Júnior foi justificado com alegação de que Wellington Cardoso de Souza “é pessoa extremamente perigosa e dotada de uma personalidade violenta incomum, trazendo riscos à incolumidade pública.” Tal definição consta de manifestação expressa do promotor no processo. Réu confesso em crime de homicídio, Wellington deve ser julgado no dia 16 deste mês, no Fórum Melo Viana.

No requerimento ao juiz do processo, para que o réu fique algemado durante toda sessão do Tribunal do Júri, o promotor diz entender que a medida seria indispensável à segurança dos que estiverem no local. O representante do Ministério Público também pede que a segurança policial seja reforçada.

Aloísio Júnior também quer que o juiz que presidirá o julgamento, Ricardo Cavalcante Motta, advirta as testemunhas a serem ouvidas na oportunidade para que, desejando, peçam a retirada do réu, caso sintam medo ou sério constrangimento.

Wellington Cardoso de Souza, 22 anos, será julgado por homicídio qualificado. Ele é réu confesso no crime que tirou a vida do aposentado Ronan Donizetti Ribeiro (54 anos), praticado há um ano, na garagem em que a vítima trabalhava, na rua Professor Fernando Magalhães.

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