MP irá recorrer da pena aplicada ao mestre de obras Lindoval Pereira de Jesus, condenado a dezesseis anos e dez meses de prisão, pelo homicídio qualificado e ocultação de cadáver
Ministério Público irá recorrer da pena aplicada ao mestre de obras Lindoval Pereira de Jesus, condenado a dezesseis anos e dez meses de prisão, pelo homicídio qualificado e ocultação de cadáver da estudante de medicina Virlanea Augusta de Lima. A garantia é do promotor Eduardo Pimentel de Figueiredo, responsável por atuar na acusação do júri popular, realizado na terça-feira passada, no Fórum Melo Viana. A pena foi dosada pelo juiz Fabiano Garcia Veronês, após o réu ter sido apontado como culpado pelo Conselho de Sentença, formado por seis mulheres e um homem. Ele ainda reduziu um ano da condenação devido à confissão do crime pelo mestre de obras que, até então, negava a autoria do crime. Durante o julgamento, a defesa utilizou a tese de homicídio privilegiado, ou seja, praticado mediante grande emoção e ainda tentou desqualificar as duas agravantes, mas não obteve êxito. O corpo de jurados acatou a acusação, de homicídio duplamente qualificado por motivo torpe (vingança) e cometido mediante dissimulação. A pena não agradou a família da estudante. Em entrevista, a irmã da vítima, Daniela Augusta de Lima, afirmou que não houve justiça à Virlanea. O promotor possui um tempo determinado pela lei processual para se manifestar junto ao juízo sobre a intenção de interpor o recurso. Após esta manifestação, ele deverá ser notificado pelo magistrado e a partir daí, começará a contar novo prazo para o recurso ser interposto na Justiça.