O ex-presidente do Uberaba Sport Club, Geraldo Carlos Souza, o Geraldo Propão, se diz aliviado com a decisão do juiz da 1ª Vara Criminal, Ricardo Cavalcanti Motta, em absolvê-lo da acusação de falsidade ideológica por fraude em nota promissória para a contratação do “Xou da Xuxa”, realizado em 1998.
Inclusive, o documento, já executado judicialmente, foi responsável pelo leilão público que culminou na venda do estádio Boulanger Pucci. Através do advogado de defesa, André Faquim, ele destaca que foi feita justiça, em um primeiro momento, visto que a decisão cabe recurso junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Geraldo Propão diz que a decisão, proferida dez anos depois do início da tramitação do processo, confirma que não houve a intenção de receber vantagem indevida através do USC.
Ele reforça que a realização do “Xou da Xuxa”, cuja iniciativa foi sua, tinha como propósito levantar o clube, porém acabou sendo um fracasso. Além disso, ele esclarece que o valor do show, de R$ 120 mil, e a diferença na nota promissória, cujo valor era de R$ 183.574,00, incluía gastos como transporte, hospedagem e alimentação, os quais não estavam previstos no contrato.
Porém, Geraldo Propão também esclarece que como presidente, teve o patrimônio pessoal e empresarial dilapidado, por ter pago dívidas do USC. E após o evento fracassado, foi a “bancarrota” tendo que deixar a cidade com a roupa do corpo, e inúmeras dívidas trabalhistas. No entanto, ele diz que o sentimento não é de arrependimento e ressalta que quer ser reconhecido como um homem que sempre trabalhou pelo USC. “Este é o meu sonho’, disse. Hoje, o ex-presidente mora em Recife, em Pernambuco, onde possui uma oficina mecânica de veículos automotores.