Cerca de 13,9% dos 79,3 milhões de domicílios particulares no Brasil ainda não contam com acesso à rede geral de abastecimento de água. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar de o serviço alcançar 86,1% das residências em 2025, aproximadamente 11 milhões de lares permanecem fora da rede oficial. A ausência é mais acentuada nas áreas rurais, onde apenas 31,7% das casas têm acesso ao sistema. Já nas regiões urbanas, o índice chega a 93,1%.
Diante da falta de cobertura, muitas famílias recorrem a alternativas próprias, como poços profundos ou artesianos (31,9%), poços rasos e cacimbas (13,2%), além de fontes naturais, como nascentes (12,4%) e até rios, açudes ou caminhões-pipa (10,8%).
A desigualdade também aparece na distribuição regional. O Norte apresenta a menor cobertura, com 60,9% das residências atendidas pela rede geral. Em contrapartida, o Sudeste lidera, com 92,4%.
Mesmo entre os domicílios conectados, o fornecimento não é contínuo em todos os casos. Em nível nacional, 88,5% recebem água diariamente. No Nordeste, esse percentual é menor, chegando a 72,4%. Já as regiões Sul e Centro-Oeste apresentam os melhores índices de regularidade, com 95,6% e 95,1%, respectivamente.