Foto/Agência Brasil
Segundo Queiroga, tanto os Centros de Controle e Prevenção de Doenças quanto países como a França já adotam a autorização para médicos trabalharem com Covid
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nessa sexta-feira que a pasta vai se reunir hoje com secretários de Saúde para discutir, entre outros temas, a possibilidade de redução da quarentena para profissionais de Saúde que testam positivo para Covid-19, o que possibilitaria o trabalho deles mesmo contaminados. Queiroga afirmou que o Brasil “possivelmente” pode adotar a conduta, dando uma quarentena de 5 dias para profissionais de Saúde assintomáticos. “Naturalmente que está em estudo na área técnica”, reforçou o ministro.
Segundo Queiroga, tanto os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC na sigla em inglês) quanto países como a França já adotam a medida.
Com relação à variante Ômicron, Queiroga reforçou que esta é uma variante de preocupaçã “as sinalizações apontam para casos de menor gravidade” pelo que pode ser observado em outros países. O ministro afirmou que em três ou quatro semanas poderá ser avaliado o potencial de letalidade da variante.
Marcelo Queiroga também reforçou a necessidade de se ampliar as ações com relação à influenza, devido ao aumento no número de casos da doença no país, além expandir a testagem, principalmente na região Norte – devido à cobertura vacinal baixa da região e ao sistema de saúde “cronicamente mais frágil”. Queiroga garantiu que, se for necessário ampliar a oferta de testes, a pasta pode fazê-lo.
Como mostrou o Broadcast Político, um grupo de mais de dois mil prefeitos encaminhou ofício ao Ministério da Saúde com pedido de ajuda para enfrentar a alta de casos de Covid-19 e gripe. No documento, os municípios solicitam apoio em três frentes: ampliação da testagem rápida para Covid, da estrutura ambulatorial de atendimento e do estoque de medicamentos antigripais.
Em resposta, na manhã dessa sexta-feira, o secretário executivo do Ministério, Rodrigo Cruz, informou que haverá reforço na testagem e frisou a importância de priorizar a atenção primária.
O Ministério da Saúde vai distribuir aos municípios, na próxima semana, mais seis milhões de testes do tipo antígeno de um total de 30 milhões para janeiro.
Carnaval. Sobre o cancelamento do carnaval em vários Estados, Queiroga declarou que o Ministério nunca estimulou “grandes eventos”. O ministro aproveitou para voltar a criticar o passaporte vacinal. Segundo Queiroga, antes da variante Ômicron, várias regiões planejavam “grandes festas” de réveillon e carnaval, usando como argumento a adoção do passaporte vacinal. “Passaporte sanitário não é salvo-conduto para fazer essas grandes aglomerações festivas”, afirmou.
De acordo com o ministro, o interesse da pasta, ao invés de realizar grandes festividades, é de que a economia “não pare”, por isso, para o governo, “fica muito fácil” defender sua posição contra este tipo de evento “porque sempre foi a posição do governo”.