GERAL

Quilo do feijão fica mais caro e é considerado o vilão para o bolso do consumidor

Os produtos tipo carioquinha e preto devem sofrer novos aumentos até julho, segundo prevê a Bolsa de Gêneros Alimentícios

Letícia Morais
Publicado em 08/06/2016 às 15:25Atualizado em 16/12/2022 às 18:33
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 Considerado como um dos itens prioritários na cesta básica, segundo os especialistas, o feijão tipo carioca já é considerado o vilão do bolso do consumidor. O Instituto Brasileiro de Feijão apontou que a variação do valor da saca de 60 quilos do tipo carioquinha chegou a 221%, entre janeiro e maio de 2016. Os especialistas apontam problemas com excesso e a falta de chuva como motivo para elevação nos preços e alertam: a situação deve piorar.

O valor do quilo do produto nos supermercados pode chegar a R$12 nos próximos meses. “Quando o produto está em falta, a tendência é subir os preços. O quilo de um feijão de qualidade que custava R$4,90, está sendo vendido por R$9,90. Houve uma alta de praticamente 100%”, destacou o presidente da Associação Supermercadista de Uberaba (Assuper), Neílson Batista.

O presidente da Assuper explica, ainda, que o comerciante está comprando um fardo do feijão de primeira qualidade com o valor de R$330. “O produto sai para o comerciante a R$11 o quilo. O feijão que estiver abaixo desse valor é porque o empresário ainda tem estoque e está tentando manter o preço antes de repassar o aumento desse produto”, analisa Neílson.

Mais aumento. Outro tipo que também deve sofrer aumento nos próximos dias é o feijão preto. O quilo do produto poderá chegar a R$8 no próximo mês. Segundo informações da Bolsa de Gêneros Alimentícios, o produto tem sido vendido a R$5. Nesse tipo, de abril a maio, o custo da saca de 60 quilos variou praticamente 100%.

A alternativa que pode ser adotada pelo consumidor, segundo Neílson, é de trocar as marcas dos produtos, em busca de uma que esteja com o preço mais acessível. “Quando há um pico de elevação nos preços dessa forma, as vendas costumam dar uma retraída. Os produtos não podem ficar nesses valores. Quando houver uma nova safra, o mercado consegue se reabastecer e o valor do produto pode cair. Mas, pelos próximos 30 ou 60 dias a situação deve permanecer a mesma”, prevê.

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