DINHEIRO ESQUECIDO

R$ 5,65 bilhões estão esquecidos em bancos; veja se você tem dinheiro a receber

Publicado em 09/09/2026 às 11:19
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Mais de R$ 5,65 bilhões estão disponíveis para resgate no Sistema de Valores a Receber (SVR), do Banco Central. O dinheiro pode pertencer a pessoas que esqueceram valores em bancos e outras instituições financeiras, além de empresas.

Segundo o Banco Central, R$ 4,25 bilhões estão disponíveis para 23,57 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,40 bilhão pertencem a aproximadamente 2,19 milhões de empresas.

O valor disponível aumentou em julho. Em junho, o estoque de recursos a receber era de R$ 5,12 bilhões.

Como saber se você tem dinheiro esquecido

A consulta pode ser feita gratuitamente pelo Sistema de Valores a Receber do Banco Central. Na primeira etapa, pessoas físicas precisam informar o CPF e a data de nascimento. Para empresas, é necessário informar o CNPJ e os dados solicitados.

Caso existam valores disponíveis, o usuário deverá acessar o sistema com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro para solicitar o resgate.

O processo funciona da seguinte forma:

  • Acesse o Sistema de Valores a Receber;
  • Informe CPF e data de nascimento ou CNPJ;
  • Verifique se há valores disponíveis;
  • Entre no sistema utilizando uma conta Gov.br prata ou ouro;
  • Leia e aceite o termo de responsabilidade;
  • Confira o valor e a instituição responsável;
  • Solicite a devolução conforme as opções apresentadas.

Quando aparecer a opção “Solicitar por aqui”, o dinheiro poderá ser devolvido por Pix. Quem não tiver Pix ou não puder utilizar a modalidade deverá seguir as orientações do sistema para entrar em contato diretamente com a instituição financeira responsável.

Maioria tem valores pequenos

Embora o total disponível ultrapasse R$ 5,65 bilhões, a maior parte das pessoas que têm dinheiro a receber possui valores relativamente baixos.

De acordo com o Banco Central:

  • 69,45% têm entre R$ 0,01 e R$ 10;
  • 18,97% têm entre R$ 10,01 e R$ 100;
  • 9,35% têm entre R$ 100,01 e R$ 1 mil;
  • 2,22% têm mais de R$ 1 mil.

Os recursos podem ter diferentes origens, como contas encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente, valores de consórcios encerrados e cotas de cooperativas de crédito.

Bancos concentram maior parte dos recursos

Os bancos são responsáveis pela maior parcela do dinheiro disponível no sistema, com aproximadamente R$ 2,38 bilhões.

A distribuição dos valores é:

  • Bancos: R$ 2,38 bilhões;
  • Administradoras de consórcios: R$ 1,96 bilhão;
  • Cooperativas: R$ 762,7 milhões;
  • Instituições de pagamento: R$ 353,4 milhões;
  • Financeiras: R$ 114,6 milhões;
  • Corretoras e distribuidoras: R$ 69,4 milhões;
  • Outras instituições: R$ 4,5 milhões.

Mais de R$ 16 bilhões já foram devolvidos

Desde a criação do Sistema de Valores a Receber, o Banco Central já devolveu mais de R$ 16 bilhões aos titulares.

Até julho, aproximadamente R$ 11,9 bilhões haviam sido destinados a pessoas físicas e R$ 4,2 bilhões a empresas. Somando os valores já devolvidos ao estoque que ainda está disponível, o sistema identificou cerca de R$ 21,8 bilhões em recursos a receber.

Somente em julho, aproximadamente R$ 323 milhões foram resgatados.

É possível consultar dinheiro de pessoa falecida

O sistema também permite verificar se existem valores esquecidos em nome de pessoas falecidas.

Nesse caso, a consulta e o pedido de resgate podem ser realizados por herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais, desde que sejam cumpridas as exigências estabelecidas pelo sistema.

Resgate automático

Desde maio de 2025, pessoas físicas podem habilitar o resgate automático dos valores a receber.

A adesão é opcional. Para utilizar a função, é necessário ter uma conta Gov.br prata ou ouro, com a verificação em duas etapas ativada, além de uma chave Pix vinculada ao CPF.

Depois da habilitação, os valores elegíveis são depositados automaticamente na conta cadastrada, sem que seja necessário fazer uma nova solicitação sempre que um novo recurso for identificado.

Cuidado com golpes

O Banco Central alerta que o serviço é gratuito e que a consulta deve ser feita somente pelos canais oficiais.

O BC não envia links nem entra em contato para solicitar senhas ou códigos de autenticação para liberar valores. Também não é necessário pagar nenhuma taxa para receber o dinheiro.

Por isso, o consumidor deve:

  • Não clicar em links recebidos por SMS, WhatsApp, Telegram ou e-mail;
  • Não informar senhas ou códigos de autenticação;
  • Não fazer pagamentos para liberar o dinheiro;
  • Conferir no sistema qual é a instituição responsável pela devolução;
  • Utilizar somente os canais oficiais do Banco Central.

A consulta aos valores esquecidos pode ser feita gratuitamente pela plataforma oficial do Banco Central.

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