Moeda brasileira passou de R$ 5,50 para R$ 4,99 por dólar até 7 de outubro, segundo levantamento da Elos Ayta
O real acumula valorização de 10,19% diante do dólar em 2026, até 7 de outubro, segundo levantamento da Elos Ayta. No período, a cotação de referência da moeda norte-americana caiu de R$ 5,50 para R$ 4,99.
O resultado parcial já supera a valorização registrada em todos os anos completos desde 2010, com exceção de 2016, quando o real avançou 19,81%, e 2025, com alta de 12,54%. Considerando a série histórica desde 1999, o resultado de 2026 aparece entre os maiores avanços registrados no período.
Na manhã desta quinta-feira (8), o dólar era negociado próximo de R$ 5,01, após acumular queda de 3,94% na semana.
Recuperação após queda de 2024
A valorização do real ocorre após uma forte desvalorização em 2024. Naquele ano, a moeda brasileira perdeu 21,82% de valor diante do dólar.
Em 2025, o real avançou 12,54% e manteve o movimento positivo em 2026. Apesar disso, a cotação de R$ 4,99 registrada em 7 de outubro ainda está acima dos R$ 4,84 observados no fim de 2023.
Ou seja, mesmo com a recuperação dos últimos dois anos, o real ainda não recuperou completamente a perda registrada em 2024.
Histórico do real
Desde a adoção do câmbio flutuante, em janeiro de 1999, o levantamento aponta 16 anos de desvalorização e 12 de valorização, considerando 2026 até 7 de outubro.
Nos 27 anos completos entre 1999 e 2025, foram 16 períodos de queda e 11 de valorização.
O histórico também mostra períodos prolongados de alta ou baixa. Entre 2003 e 2007, o real se valorizou durante cinco anos consecutivos. Já entre 2011 e 2015, foram cinco anos seguidos de desvalorização.
Maiores altas e quedas
A maior desvalorização anual do real desde 1999 ocorreu em 2002, quando a moeda perdeu 34,33% de valor diante do dólar. No ano seguinte, houve recuperação de 22,29%.
Já a maior valorização foi registrada em 2009, com alta de 34,22%, depois de uma queda de 24,21% em 2008.
A consultoria ressalta que os movimentos do câmbio estão relacionados a diferentes fatores econômicos e externos e não podem ser atribuídos exclusivamente a um governo ou período político.