Começa nesta quarta-feira (30) o pagamento do segundo lote de restituição do Imposto de Renda 2021. Segundo os dados da Receita Federal, serão contemplados 4.446.038 contribuintes por todo o país neste lote, sendo distribuído um total de R$ 6 bilhões. Já na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, serão 61.843 contribuintes incluídos neste 2° lote, o que representa um total de R$ 68.282.633,00.
A prioridade com esse dinheirinho extra sempre é o pagamento de dívidas, afinal, é sempre bom estar com as responsabilidades em dia. Mas, o que fazer com o que sobrar? Gastar, neste momento, pode não ser a melhor solução. Investir, no entanto, pode garantir uma estabilidade melhor a curto e longo prazo, independente dos objetivos.
A economista Núbia Ferreira explica que a prioridade é investir em algo que não afete as finanças agora ou no futuro, e com muito cuidado e pesquisa, para não entrar numa roubada. “Depende muito do objetivo da pessoa. Por exemplo, se ela vai usar esse dinheiro para fazer uma viagem, então, o que ela pode fazer é deixar o dinheiro aplicado em alguma renda fixa, ou até buscar rentabilidade em um outro tipo de investimento, como a poupança, mas que remunere esse dinheiro pelo tempo em que ela não vai utilizar”, explica Núbia.
Segundo a economista, o tempo que o investidor tem disponível para investir também é algo que precisa ser levado em consideração no momento da aplicação. Por isso, é sempre bom buscar um aconselhamento, seja numa empresa de investimento ou na própria agência bancária, com um gerente ou um funcionário especializado.
“Normalmente, nós aconselhamos a buscar nas próprias agências bancárias, onde a pessoa tem um gerente de atendimento, buscar também algum investidor, ou uma empresa que mexe com investimento. Hoje a gente pode fazer pelo celular, é muito fácil até, mas sempre procurar a questão da segurança, com quem ela está negociando, se é verdadeiro, fazer toda essa pesquisa. E saber se tem a ver com o objetivo dela e com o tempo que ela tem para guardar o dinheiro”, afirma.
Atualmente, não há somente a saída de disponibilizar o dinheiro para uma empresa investir. Existe a possibilidade de aprender a investir também. Segundo Núbia, dados relatam um número maior de pessoas físicas participando de operações na Bolsa de Valores desde o ano de 2020. “Porém, a bolsa é um investimento contínuo, precisa ser acompanhado diariamente e ter muito claro como é que vai acompanhar isso, quem é que pode ajudar. Às vezes, num grupo, uma parte acompanha e orienta outros a investir o dinheiro. Então, conhecer e estudar faz todo o sentindo”, exemplifica.
Pesquisar antes de investir é fundamental, principalmente quando o dinheiro está sendo confiado na mão de terceiros. Para isso, existem ferramentas que auxiliam os investidores. Por exemplo, o Banco Central, o site Reclame Aqui e até mesmo a Bolsa de Valores, onde há a possibilidade de conferir o histórico das empresas.
“Nós falamos que às vezes procurar uma empresa sólida, que você conheça, que tenha uma estrutura, vai te cobrar para investir o dinheiro, mas tem uma segurança que uma empresa que não cobra, não garante. Então, tem que pesar muito na balança a credibilidade das empresas antes de investir”, finaliza.