Após o diagnóstico do câncer de mama, o próximo passo é a preparação para a principal etapa do tratament a cirurgia de retirada do tumor. Mastectomia, como é chamado o procedimento, resulta na remoção total ou parcial da mama, a depender do tamanho e da localização do câncer.
A cirurgiã plástica Ivanoska Filgueira conta que quando a reconstrução ocorre imediatamente depois da retirada da mama, as vantagens são maiores para a paciente, pois o procedimento evita a depressão, aumenta a autoconfiança e agiliza a retomada da vida sexual. “Poder colocar uma roupa de banho ou usar a roupa preferida faz toda diferença na vida da paciente”.
O tipo de reconstrução a ser realizada depende do tamanho e da localização do tumor. A utilização de tecidos e músculos da paciente, com próteses de silicone são os métodos mais conhecidos. “Durante o procedimento, a auréola do seio também é reparada. A área pode ser reconstruída com retalhos, levantamento do bico ou com tatuagem”, explica.
Depois de receber o diagnóstico do câncer e passar por seis meses de quimioterapia, Bárbara Matos retirou as duas mamas. A reconstrução foi imediata, utilizando expansor e prótese de silicone. “No momento em que a mulher recebe o diagnóstico de câncer de mama e descobre que vai perder a mama, a preocupação é com a questão da feminilidade. Eu, como atleta de jiu-jítsu, pensei também na funcionalidade do meu corpo”, atesta. E de acordo com ela, o fato de praticar atividades físicas influenciou na sua recuperação.
Assim como qualquer cirurgia, o pós-operatório requer repouso e cuidados especiais. Medicamentos indicados para evitar inflamações são receitados pelo cirurgião. Se não houver nenhum tipo de complicação, a paciente pode retomar as atividades diárias após 30 dias. Vale lembrar que a reconstrução não invalida a importância do acompanhamento periódico através de mamografia, autoexame e outras técnicas de detecção de câncer.