O crime ocorreu em 17 de junho de 2013. A informação é do advogado de defesa Rodrigo Daniel Resende
Está parado o recurso que tem por objetivo anular a condenação de Regiovani Paulo Ribeiro, sentenciado em primeira instância a vinte anos de prisão pelo latrocínio (roubo seguido de morte) do advogado e ex-assessor jurídico da Fundação Cultural André Colli. O crime ocorreu em 17 de junho de 2013. A informação é do advogado de defesa Rodrigo Daniel Resende.
Em março, os autos retornaram em diligência à comarca uberabense para que fossem apresentadas as contrarrazões ao recurso pela acusação. Desde então o processo não retornou ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Com isso, o julgamento da apelação fica prejudicado, segundo o advogado de defesa.
O instrumento jurídico será analisado pela 6ª Câmara Criminal e tem como relator o desembargador Rubens Gabriel Soares. O argumento é de que houve cerceamento de defesa, destacando que o pedido de exame de sanidade mental do réu foi recusado pelo então juiz auxiliar da 3ª Vara Criminal, Adelson Soares de Oliveira, responsável por proferir a sentença condenatória.
André Colli foi morto após anunciar a venda de veículo de sua propriedade. Ele combinou com o réu de se encontrar em frente do Parque de Exposições. Com a suposta alegação de que pegaria o dinheiro da negociação na casa da mãe, Regiovani levou a vítima até uma estrada vicinal, situada atrás do aeroporto de Uberaba. Lá, o acusado efetuou dois disparos contra a vítima.
Em depoimento, o réu contou que, após matar o advogado, levou o carro e o deixou nas Chácaras Mariitas. A motivação do crime seria a cobrança de uma dívida relacionada à morte do cabeleireiro Rodrigo Rafael da Silva, no dia 30 de outubro de 2011. Na época, Regiovani era menor e assumiu a autoria do assassinato.