Somente ano que vem será concluído o julgamento do recurso de quatorze pessoas condenadas por formação de quadrilha em golpe de mais de R$3,4 milhões aplicado contra a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) em Uberaba.
O julgamento, que chegou a ter início na semana passada, acabou sendo interrompido após o vogal, o desembargador Alexandre Victor de Carvalho, pedir vistas dos autos. O pedido foi feito logo após o voto do relator, desembargador Eduardo Machado e do revisor, desembargador Julio Cesar Lorens. Agora, a nova data prevista é o dia 10 de fevereiro de 2015.
No entanto, pelo menos dois dos réus já foram inocentados após os votos dos dois desembargadores do TJ. São eles: o ex-gerente regional Hudson Maia Arantes e Enio Sinício. Eles acataram a tese da defesa que apontou uma sindicância interna feita pela própria Cemig que demonstrou que ambos não tiveram participação no crime praticado por empresários uberabenses em conivência com o servidor Cláudio Martins Ribeiro.
Crime. De acordo com a denúncia, onze empresários, que tinham relação estreita por serem sócios e membros da mesma família, simulavam compra e fornecimento de mercadorias para o setor de manutenção e operação da Cemig. Um funcionário da empresa, utilizando a senha de outro, autorizava pagamentos de notas fiscais frias às empresas referentes a materiais, cuja compra não havia sido solicitada ou até entregue à Cemig, algumas se utilizando do mesmo endereço, sem licitação ou contrato. O crime ocorreu entre os anos de 2001 e 2004.