Os cortes orçamentários vivenciados pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) têm mostrado seu impacto. Segundo a reitora da universidade, Sandra Regina Goulart Almeida, os cortes têm dificultado a realização de pesquisas em torno da monkeypox, conhecida popularmente como Varíola dos Macacos.
A situação dos cofres da UFMG esteve em voga recentemente, uma vez que a redução nas receitas gerou um déficit de mil servidores, além da queda de R$12,2 milhões no orçamento destinado ao pagamento dos bolsistas no que corresponde ao período entre 2016 e 2021. A limitação tem relação à implementação do teto de gastos públicos e aos cortes feitos pelo Ministério da Educação.
"A universidade tem quatro dos pesquisadores que fazem parte do estudo nacional (sobre monkeypox). Nós temos os melhores pesquisadores dessa área, mas não tenho como dar o apoio necessário para estudos ampliados. Não tenho recursos para isso. Se tivéssemos, estaríamos apoiando de forma efetiva”, aponta a reitora.
Instituída pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), a CâmaraPox tem a presença das cientistas Giliane de Souza Trindade e Erna Geessien Kroon, do Laboratório de Vírus do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG. As duas profissionais atuam no Departamento de Microbiologia e integram a equipe de pesquisa em ecologia de viroses emergentes. Flávio da Fonseca, pesquisador do CTVacinas, também integra o grupo.
O momento é delicado, visto o avanço no número de registros da doença. Em Minas Gerais, o número de casos suspeitos aumentou 16% entre sexta-feira (5) e sábado (6). Atualmente, há mais de 100 casos confirmados da doença.
*Com informações do O Tempo