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Rejeição é trauma que pode se estender por toda a vida

A instalação do trauma está diretamente relacionada à capacidade emocional do indivíduo para lidar com situações temíveis

Publicado em 14/05/2017 às 17:52Atualizado em 16/12/2022 às 13:21
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Fotos/Reprodução

A instalação do trauma está diretamente relacionada à capacidade emocional do indivíduo para lidar com situações temíveis

O trauma é a causa do sofrimento mais negada, ignorada, pouco entendida, confundida e mal curada. A afirmação é de um dos maiores especialistas no assunto, o médico e terapeuta norte-americano Peter Levine. Apesar de o ser humano ser biologicamente programado para experimentar, suportar e sobreviver a rejeições, lidar com esse tipo de sentimento, principalmente na infância, pode gerar feridas psicológicas que acompanharão a vítima até a fase adulta.

No livro “Emotional First Aid” (“Primeiros Socorros Emocionais”, em tradução livre do inglês), o psicólogo norte-americano Guy Winch mostra, com estudos feitos usando exames de ressonância magnética, que a dor da rejeição ativa no cérebro as mesmas áreas que a dor física. Esse tipo de marca, segundo a coach e educadora Suely Buriasco, pode criar feridas profundas que prolongam o sofrimento pela vida inteira. “A baixa autoestima e a vitimização impossibilitam a satisfação e tornam a pessoa dependente emocionalmente. O pior é que essas pessoas acabam acreditando que não merecem nada de bom e se submetem a todo tipo de atrocidade e exploração”, diz.

Esse tipo de abalo psicológico nem sempre tem associações óbvias com o evento gerador (como no caso de um assalto ou sequestro), mas pode vir da uma resposta do sistema nervoso ao acontecimento, segundo informações da Associação Brasileira do Trauma. Quando a pessoa não tem condições de reagir a um perigo, a resposta fica “incompleta”, o sistema nervoso se desorganiza, e aí o trauma se instala.

Sofrimento não escolhe classe social, mas tratamento exclui os mais pobres

O sofrimento causado pela rejeição dos pais não escolhe classe social, mas um abismo separa as vítimas de famílias ricas e pobres com relação ao acesso aos tratamentos. A avaliação é do gerente executivo da National Association for Children of Alcoholics (Nacoa) no Brasil, Marcelo Brunstein. Ele critica a falta de políticas públicas para a população mais fragilizada. “O ideal seria um trabalho preventivo e o atendimento da família como um todo”, diz.

Segundo a coach Suely Buriasco, pessoas que sofreram rejeição na infância e que não aprenderam a lidar com sua dor tendem a transmitir a própria vivência de abandono emocional aos filhos. Eles, por sua vez, assimilarão a sua maneira. Pais em situação de dependência (de álcool ou drogas) estão mais propensos a ampliar a dor da rejeição nos filhos.

Fonte: O Tempo, com informações de Litza Mattos

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