Ainda ontem a Procuradoria Geral do Município recebeu a recomendação do Ministério Público. De imediato, o procurador-geral Paulo Salge compartilhou sua preocupação para com o órgão no que tange à indicação da fonte orçamentária que poderia ser usada para este fim, ou seja, para arcar com os atendimentos em oncologia.
Ele destacou ser notória a situação de todos os municípios brasileiros, que passam por extremas dificuldades e têm que atender não apenas à área da Saúde, mas também Educação, social e outras essenciais. Lembrou ainda que o atendimento do Hospital Dr. Hélio Angotti é de alta complexidade, enquanto a responsabilidade do município é na atenção básica.
De acordo com ele, o município está atento e não vai margear a situação do hospital, mas o que não é de responsabilidade local, “já que são atendimentos de alta complexidade, que seja direcionado diretamente a quem de direito, que é o Estado e a União”. Ainda segundo ele, o município está sensível à situação do Hospital Dr. Hélio Angotti, inclusive com gestões diretas no Ministério da Saúde, bem como com o repasse para o hospital, dentro de deliberações preestabelecidas em convênio, cumprindo seu papel.
Salge avalia ainda que contará com a sensibilidade do órgão no tocante ao direcionamento dos recursos públicos, pois não há como contingenciar tudo para a Saúde. “O município tem acatado as recomendações, mas algumas têm causado inquietação, já que podem deixar outras situações descobertas, o que não pode ocorrer. Temos que ter um compartilhamento ético e responsável nesta questão, pois a situação pode tomar rumo incontornável”, finaliza.