GERAL

Retração da economia derruba as importações na Estação Aduaneira

Durante o mês de junho, o Porto Seco movimentou US$57,9 milhões em importações e US$3,8 milhões em despachos de exportação

Thassiana Macedo
Publicado em 13/09/2015 às 12:43Atualizado em 16/12/2022 às 22:19
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Durante o mês de junho, o Porto Seco de Uberaba movimentou US$57,9 milhões em importações e US$3,8 milhões em despachos de exportação de produtos. Em julho, as importações resultaram no valor de US$72,4 milhões e as exportações movimentaram um total de US$2,4 milhões. Já no mês de agosto a Estação Aduaneira do Interior em Uberaba movimentou US$49,1 milhões em importações e US$5 milhões e 153 mil na exportação da produção regional.

O chefe da Seção de Controle Aduaneiro da Delegacia da Receita Federal em Uberaba, André Luís Silva Lopes, avalia que o maior volume de importações no Porto Seco de Uberaba é realizado por empresas do setor industrial de bens de consumo, o qual vem apresentando retração mês a mês neste ano de 2015. “O aumento substancial do valor das importações de julho em comparação a junho pode ser explicado pela importação de veículos da MMC, Mitsubishi e Suzuki. Porém, a tendência é de queda no valor das importações, como a verificada no mês de agosto, em razão do quadro econômico atual: recessão, desemprego e desvalorização cambial. Com relação às exportações, podemos verificar que em julho houve uma queda acentuada com relação a junho, voltando a aumentar em agosto, devido, principalmente, às vendas de soja em grãos para países asiáticos, como Paquistão, Vietnã, Taiwan e China”, ressalta.

Para o auditor-fiscal da Receita Federal, certamente há reflexos negativos nas importações e positivos nas exportações em razão das recentes altas da moeda americana. “Relativamente às importações, quando o dólar está valorizado, há uma tendência de aumento, a qual deve ser analisada em conjunto com o comportamento do consumo no mercado interno”, afirma.

Por outro lado, Lopes reforça que a alta do dólar não explica isoladamente a queda no valor das importações. “Se a economia brasileira estivesse indo bem, certamente o câmbio não teria tanta influência. Relativamente às exportações, com o dólar valorizado, a tendência é que os exportadores se beneficiem, como é o caso do agronegócio. Entretanto, vemos que as economias asiáticas vêm apresentando problemas, o que pode redundar em queda nas exportações no futuro, apesar da desvalorização do real”, informa.

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