Casos de câncer devem crescer cerca de 50% em duas décadas, alcançando 22 milhões de pessoas diagnosticadas em 2030
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O risco de desenvolver melanoma pode estar diretamente relacionado à exposição solar excessiva na juventude
Casos de câncer devem crescer cerca de 50% em duas décadas, alcançando 22 milhões de pessoas diagnosticadas em 2030 – em comparação com os 14 milhões de 2012. Essa é a previsão da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer, órgão da Organização Mundial da Saúde (OMS) responsável por pesquisas relacionadas ao câncer no mundo.
Estudo publicado na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention (CEBP) revelou que, em uma população de mais 108 mil mulheres brancas analisadas (nos EUA), aquelas que sofreram pelo menos cinco incidentes de queimaduras solares graves entre 15 e 20 anos apresentaram risco 68% maior de desenvolver carcinoma basocelular ou espinocelular e 80% maior de desenvolver melanoma.
Para Rodrigo Munhoz, médico oncologista especialista em melanoma do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, esses dados sugerem que o risco de desenvolver melanoma pode estar diretamente relacionado à exposição solar excessiva na juventude, quando a atenção com a saúde da pele costuma ser menor. “É fundamental que a preocupação com a saúde da pele aconteça desde o início da vida. Há estudos que mostram que determinadas alterações genéticas relacionadas ao melanoma são derivadas de exposição solar excessiva e repetitiva, ou seja, significa que a exposição ao sol foi inadequada repetidas vezes”, comenta o médico.
O especialista destaca que saber da existência das mutações genéticas permite ao médico prescrever o tratamento adequado ao paciente. “Hoje, existem opções terapêuticas voltadas para pacientes com melanoma que apresentam a mutação V600, incluindo terapia-alvo e imunoterapia. São terapias que atuam em um alvo específico dentro do gene, oferecendo mais chances de sucesso no tratamento”, frisa.