GERAL

Risco de ingerência afasta petroleiras do primeiro leilão do pré-sal

Investimentos elevados ao longo de muitos anos e risco de ingerência do governo nas decisões executivas foram os principais motivos

Publicado em 22/09/2013 às 14:48Atualizado em 19/12/2022 às 10:58
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Investimentos elevados ao longo de muitos anos e risco de ingerência do governo nas decisões executivas foram os principais motivos que levaram as grandes companhias de petróleo privadas a decidirem ficar de fora do primeiro leilão de um bloco no pré-sal brasileiro, o campo de Libra, na bacia de Santos.

O vencedor do leilão terá de pagar de imediato R$ 15 bilhões sem que uma gota de óleo tenha sido produzida, além de investir R$ 610,9 milhões em quatro anos.

Para o geólogo e ex-diretor da Petrobras, Wagner Freire, há mais de 50 anos na indústria do petróleo, o fato de o governo vender o campo de Libra como uma grande oportunidade não elimina os riscos. Além disso, muito dinheiro terá que ser investido para uma produção que só virá em, no mínimo, seis anos.

"O Eike [Batista] se deu mal justamente por ir com esse pensamento de que não tinha como dar errado. É muito dinheiro, tem risco, e a presença forte da estatal PPSA no consórcio espantou muita gente", avaliou.

Maior petroleira do mundo segundo a consultoria PFC Energy, a Exxon disse em nota que a desistência veio "após extensa avaliação", mas que continua estudando oportunidades no país.

Já a Statoil, 14ª no ranking, disse que, "depois de uma cuidadosa avaliação", decidiu não participar do leilão do pré-sal, "que será um projeto de grande magnitude".

A empresa diz que dobrou o seu portfólio no país com as compras feitas na 11ª rodada de licitações da ANP e que isso já demonstra a vontade de crescer no Brasil.

A BG (18ª do ranking), parceira da Petrobras em campos do pré-sal explorados pelo regime de concessão, licitados antes da lei da partilha, se disse satisfeita com os blocos que já possui (Lula, Iracema, Sapinhoá, Iara e Carioca, no pré-sal da bacia de Santos), onde investirá US$ 3 bilhões anualmente nos próximos quatro anos. A empresa lembrou que comprou dez blocos na bacia de Barreirinhas na 11ª rodada. A BP (sexta) não quis comentar.

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