
Começou às 10h no horário local — 4h de Brasília — cessar-fogo russo na cidade de Mariupol. A ação foi anunciada pelo ministério da Defesa de Vladimir Putin e tem como objetivo a saída de civis. A Ucrânia ainda não se manifestou sobre o tema.
A medida visa facilitar a abertura de um corredor humanitário para a cidade ucraniana de Zaporizhzhia, com o apoio de representantes do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
A cidade de Mariupol está sob cerco e bombardeio contínuo, enfrentando falta de comida, remédios, energia e água potável há dias. A cidade é portuária no Mar de Azov e tem uma das situações mais graves da guerra na Ucrânia, uma vez que está completamente sitiada por tropas russas, milícias armadas da área separatista de Donetsk e por grupos armados de extrema-direita da Chechênia desde os primeiros dias de guerra.
A defesa de Mariupol é feita por tropas ucranianas e por membros do Batalhão de Azov, uma milícia paramilitar de extrema-direita. No meio do fogo cruzado estão cerca de 100 mil pessoas, presas em condições precárias de sobrevivência. Este não é o primeiro corredor humanitário na cidade, mas há diversos relatos de violação de trégua quando eles são abertos.
A escolha de Zaporizhzhia foi escolhida para a passagem da população por ter sido um ponto seguro para os civis que querem deixar a área. Segundo o chefe do Centro de Controle de Defesa Nacional da Federação Russa, coronel-general Mikhail Mizintsev, a capital ucraniana está em situação pior que Mariupol e que a condição humanitária “continua a se deteriorar rapidamente” em Kiev.
PUTIN DESINFORMADO
Ainda nesta quarta-feira (30), a diretora de comunicação da Casa Branca, Kate Bedingfield, afirmou que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, está sendo "mal informado" sobre a invasão na Ucrânia. Segundo dados da Inteligência americana, as informações erradas passadas por chefes das Forças Armadas aumentam tensões entre conselheiros próximos do presidente russo. Bedingfield confirmou a fala do presidente Joe Biden sobre sanções mais duras contra a guerra.
*Com informações de UOL e Poder360