Salário mínimo no próximo ano deve chegar a R$ 946. Este é o valor que consta do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017. Porém, o economista Marco Antônio Nogueira explica que se trata de um valor alto para os padrões das contas públicas, podendo onerar a Previdência Social.
Pela proposta, o salário mínimo terá aumento de 7,5% a partir de 1º de janeiro. “Em termos monetários, esse salário mínimo não cumpre a função constitucional e social de prover as famílias. O Dieese estima que hoje um salário mínimo seria algo entorno de R$2.300. Porém existe um outro lado. Este é um valor alto pelos padrões das contas públicas. As prefeituras, que já estão tendo problemas de caixa, passarão a ter um problema maior”, explica.
Além disso, vale lembrar que o salário mínimo é um indexador para vários tipos de serviços, como contratos de trabalho, odontologia, medicina e escolas. Sendo assim, se ele aumenta, outros serviços aumentam também. “A palavra chave do momento é produtividade. Se pudéssemos produzir mais e melhor com salário mais alto, o aumento não seria um problema para as contas públicas. Mas a nossa produtividade é baixa e, por isso, o salário mínimo para algumas entidades e poder público é alto”, pontua.
Diante destes dois lados, o economista destaca que os deputados federais que irão votar o aumento do salário mínimo deveriam ter cautela, mas como normalmente existe um apelo muito grande sobre os valores, não tratam a questão com cuidado que ela merece.