Ofertas de eletrodomésticos e vendas de materiais escolares mantêm movimento aquecido no comércio local em 2009.
Saldões de eletrodomésticos e vendas de materiais escolares mantêm movimento aquecido no comércio local no início de 2009. Depois de um fim de ano que prometia muito para o comércio de eletroeletrônicos e móveis, mas foi atropelado pelos efeitos da crise financeira, que encareceu o crédito, as lojas correm, agora, contra o tempo para tentar encerrar janeiro com queima total dos estoques e mostruários que sobraram do Natal. Os descontos em lojas de departamentos chegam a 80% em alguns produtos. Para quem já está de olho nas ofertas, é bom pesquisar. Uma lavadora de roupas com capacidade para dez quilos, por exemplo, pode ser encontrada em estabelecimentos diferentes com variação de preço superior a 10%. Enquanto uma loja anuncia desconto de 70% no preço do item de marca conceituada, outra oferece o mesmo produto com 80% de desconto. Os preços variam, em média, de R$ 900 a R$ 1000. As tradicionais liquidações de mostruário em um único dia, que também costumam agitar o comércio, estão nos planos das grandes redes para a primeira quinzena de janeiro. Na rede Luiza, a previsão é de que o saldão ocorra no dia 9 e cerca de 10 mil pessoas devem passar pelas duas lojas da rede na cidade. “Muita gente dorme na fila e nós vamos respeitar a ordem de chegada. Os primeiros entrarão na loja e terão tempo hábil para escolher os produtos que queiram comprar. São esperados, inclusive, consumidores de cidades vizinhas”, explica o gerente da loja, João Batista Taveira, ressaltando que a crise não deve atrapalhar os saldões. Papelarias. Outro setor que já aquece as vendas neste período é o de materiais escolares. As papelarias registram aumento no movimento desde a véspera do ano-novo. “Muitos consumidores adiantaram a lista escolar e vieram à loja antes do início de 2009. A vantagem de quem se antecipa está no fator negociação. Quem deixa para a última hora deverá enfrentar tumulto nas papelarias e dificilmente conseguirá negociar descontos”, explica Kleiton Elias, gerente de uma papelaria. Os preços dos itens nacionais da lista escolar sofreram reajuste médio de 4% a 5%. Já os importados, devido à crise econômica internacional e à alta do dólar, chegam às prateleiras 30% mais caros em relação ao mesmo período do ano passado. “O dólar no início de 2007 estava a R$ 1,60 e, agora, está a R$ 2,30, ou seja, não teria como segurarmos o preço. Mas os pais não precisam se desesperar, pois a maioria dos itens da lista é produzida no país. Os importados são na maioria itens de escritório, como tonner, fitas para impressora, cartuchos, entre outros”, afirma o gerente. Entre os itens básicos, o caderno é encontrado a partir de R$ 1,40, podendo chegar a R$ 50 entre as marcas mais conceituadas e modelos mais sofisticados. Já uma caneta custa a partir de R$ 0,29, mas a procura maior é pelos modelos que valem de R$ 2 a R$ 4.