Luciana Rodrigues, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, acredita que o documento oferece aos pediatras uma importante ferramenta para ajudar a prevenção contra casos desse tipo
Um guia prático para lidar com situações de bullying foi lançado nesta semana pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). O documento, produzido pelo Departamento Científico de Saúde Escolar da entidade, faz uma extensa e rigorosa análise sobre esse problema, que tem ocupado cada vez mais espaço nas discussões, principalmente no ambiente familiar e nas escolas.
Para a presidente da SBP, Luciana Rodrigues Silva, a produção do documento oferece aos pediatras uma importante ferramenta para ajudar a prevenção contra a casos desse tipo. “Nosso olhar deve estar atento não apenas aos aspectos clínicos, mas também aos fatores socioambientais. Nas consultas, podemos identificar situações de risco e contribuir com orientações sobre como superar as dificuldades, para evitar desfechos trágicos”, pontuou.
Recomendações. No texto, há uma série de recomendações, elaboradas com base em diferentes estudos e pesquisas, que podem ser úteis nos contextos por onde transitam a população pediátrica, com idade de até 19 anos. No caso daquele que é alvo da ação de bullying, a SBP recomenda aos pais que observem a presença frequentes de sinais de trauma (ferimentos e hematomas), roupas rasgadas ao chegar em casa e pânico para ir à escola.
A SBP também ressalta outros sinais que podem ser indícios de que a criança ou adolescentes são alvo de bullying. Entre eles, a constatação de sono agitado, alterações repentinas no humor, comportamento agressivo, tendência ao isolamento ou busca de novas amizades fora da escola. Para os pediatras, é fundamental que a relação entre pais e filhos seja baseada no afeto, na verdade, na confiança e na demonstração de amor.
Prevenção. A SBP pede que se evite deixar os jovens em locais fora da escola, nos quais possa ser alvo de agressões, e que eles andem em grupos, como forma de intimidação aos agressores. Os especialistas lembram que os adultos devem ser comunicados sempre que alguém de sentir alvo de bullying ou quando presenciar uma situação desse tipo.