Safra da cana-de-açúcar deve registrar queda por conta da estiagem. Várias culturas sofreram este ano com o clima
Safra da cana-de-açúcar deve registrar queda por conta da estiagem no Estado. Várias culturas sofreram este ano com o clima quente no país e em Minas Gerais. De acordo com o presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Mário Campos, houve redução de 3% na produção, portanto, a safra não deverá atingir a meta prevista.
“Nossa estimativa inicial era de que a moagem alcançasse 59,5 milhões de toneladas de cana no Estado. Devemos chegar próximo a este valor, mas não vamos atingi-lo. Muitas usinas da região do Triângulo Mineiro já pararam. Em novembro, a chuva atrapalhou o aproveitamento de tempo das empresas e por isto muitas resolveram parar a operação e não fazer a colheita, deixar a cana plantada para o próximo ano. O clima chuvoso prejudica esse trabalho, comprometendo o funcionamento das máquinas. Por isto, muitas acharam melhor não fazer a colheita e no ano que vem iniciar a safra um pouco mais cedo com essa cana que sobrou”, explica Mario.
Este ano o setor foi mais alcooleiro do que açucareiro e segundo o presidente da Siamig isso vai fazer com que a produção do etanol atinja um recorde com 2,6 bilhões de litros de etanol. Já a produção do açúcar deve cair. A qualidade da cana foi melhor do que no ano passado, o que permitiu que o impacto da queda da produção não fosse tão sentido.
“Hoje estamos vivendo um momento delicado no setor, com o preço baixo do açúcar no mercado internacional, um efeito de grande oferta em nível mundial. Já no mercado do etanol ainda sofremos com o efeito de uma política adotada pelo governo de manter nos últimos anos a gasolina em preço estabilizado, isto impactou demais o setor. Mas acreditamos em melhoras e uma delas, em Minas Gerais, com a redução do ICMS, a partir de um projeto de lei que foi aprovado na Assembleia Legislativa”, explica.