Os efeitos da seca prolongada que castiga várias regiões do país, principalmente nos extremos do Brasil, como o Semiárido nordestino e a Região Sul, ainda podem chegar ao bolso do consumidor. O alerta não recai apenas sobre os preços de produtos afetados pela perda de culturas, como a de grãos, ou os impactos na produção animal. Especialistas temem agora os efeitos desse cenário no preço da energia consumida pelas indústrias e residências.
A estiagem deste ano levou autoridades a decretar situação de emergência em mais de mil cidades brasileiras.
A explicação está nos atuais níveis dos reservatórios em todo o país, que alimentam as usinas hidrelétricas, geradoras das energias mais baratas. De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os reservatórios no Sudeste estão com apenas 37% da capacidade, enquanto no Nordeste essa porcentagem chega a 34% e no Norte e Sul, a 41%.