Na semana passada, o fim do verão e a possibilidade de chuva, por conta da tradicional enchente de São José, estiveram em destaque na Enquete JM, do JM Online. Os internautas responderam à pergunta, avaliando se o município estaria ou não preparado para enfrentar possíveis enchentes. Com 1152 participantes, cerca de 10% dos internautas acreditam que a cidade está sim preparada para enfrentar uma possível enchente. Entretanto, pouco mais de 89% não acreditam que a cidade esteja pronta.
O secretário de Obras, José Elias Miziara, analisou os números da enquete e esclarece que a região atendida pelo projeto Água Viva foi trabalhada para não ter enchentes, dentro de alguns limites. “Ninguém faz uma obra para cair 100 ou 200 milímetros em meia hora. É o que chamamos de custo-benefício, quanto vamos gastar para conseguir esse benefício e, acima disso, corro risco. A cidade está preparada para chuvas normais. O projeto foi feito para recorrência de 30 anos”, explicou.
José Elias também explicou como funciona o projeto Água Viva. “O projeto contemplou diversas interferências na cidade. Basicamente, no eixo central da cidade: avenidas Leopoldino de Oliveira, Santos Dumont, Guilherme Ferreira, Pedro Salomão e Santa Beatriz, que ainda está em fase de início de retomada. Se você perguntar se isso resolve (o problema das enchentes), vou te responder que existem outras interferências que precisam ser realizadas, mas que o projeto não contemplou. Ou seja, a cidade tem pontos e pontos de alagamento, como a Elias Cruvinel e a região do Uberabão, que o Água Viva não contemplou”, afirma, destacando que há planejamento para atender essas regiões, porém, falta recurso disponível.
Já o coordenador da Unidade de Gestão de Projetos (UGP) do Água Viva, José Maria Barra, comentou os números no que tange aos internautas que não acreditam que a cidade esteja preparada para uma possível enchente. De acordo com ele, essas pessoas lembraram apenas do ontem, da época em que a cidade sofria com as enchentes.
Questionado pela reportagem, o coordenador disse que não foi feito um cálculo para saber qual o limite de chuva para que não haja enchente no Município. Contudo, ponderou, expondo que se a chuva vier bem acima do que é esperado em um mês, por exemplo, não há como evitar que a enchente aconteça. Por fim, José Maria Barra externou que se houver enchentes, serão em proporções muito menores das que aconteciam antigamente. Devido às chuvas e os pontos de alagamento que se estenderam pela cidade no fim de semana, o secretário José Elias Miziara assegurou que as últimas chuvas não comprometeram a macrodrenagem, ou seja, nada mudou.