O presidente da Federação Nacional do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda, afirmou nesta quarta-feira (30) ao jornal O Tempo que a situação de abastecimento de Minas Gerais é a pior do país. Ele avalia que a situação, que classificou como “caótica”, só chegou a esse ponto por inércia do governo estadual.
“Minas Gerais tem hoje a pior situação do país. Tem refinaria, muitas rodovias cruzam o Estado e a situação é caótica”, declarou Paulo Miranda, que integra o comitê que trata sobre a crise no governo federal. Segundo o presidente da Fecombustíveis, a situação do Estado é a pior das regiões Sul e Sudeste, apontando que foram registrados conflitos próximos a diversas refinarias, como a de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte – também foram identificados outros conflitos próximo a Duque de Caxias, no rio de Janeiro, e a Paulínia, em São Paulo.
Segundo as estimativas da federação, 96% dos postos de combustíveis em todo o território mineiro estavam sem nem uma gota de gasolina na manhã de ontem. “Minas Gerais é uma questão de governo do Estado. Se o governo contribuir, certamente a situação vai ser resolvida. O que nós temos percebido claramente, e eu tenho recebido informações do país inteiro, é que naqueles Estados em que o governador se empenhou, a situação está bem melhor. Naqueles Estados em que o governador não está nem aí, a situação é pior”, avalia.