A maior parte das peças fica exposta em gabinetes ou guardada nas salas da chamada “reserva técnica”, no subsolo do Congresso
Foto/ Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Painel A Verdade Ainda Que Tardia, do artista Elifas Andreato, está guardado no acervo da Câmara dos Deputados
Um valioso acervo artístico-cultural, com cerca de 870 pinturas, gravuras, fotografias e esculturas e 300 peças de mobiliário, está longe dos olhares de quem circula pela Câmara dos Deputados. Por falta de um espaço apropriado à exposição dessas obras, a maior parte fica exposta em gabinetes ou guardada nas salas da chamada “reserva técnica”, no subsolo do Congresso, onde estão acondicionadas telas de artistas como Rafael Falco, Carlos Bracher, Fayga Ostrower, entre outros.
Há mais de quatro anos, por exemplo, o painel A Verdade Ainda Que Tardia, do artista gráfico Elifas Andreato, consagrado autor de célebres capas de discos da Música Popular Brasileira, não é exposta ao público. Com 5,8 metros de comprimento e dois metros de altura, o painel em três módulos retrata a tortura contra presos políticos durante a ditadura militar (1964-1985) e foi doado pelo próprio artista, que, até semana passada, acreditava que a obra estava desaparecida.
Fonte: Agência Brasil