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Sem solução construção de prédio de 20 andares ao lado do Carmelo

Terreno fica localizado ao lado do Carmelo, onde irmãs carmelitas vivem em clausura

Gislene Martins
gislene@jmonline.com.br
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 12:10
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Continua sem solução o impasse envolvendo as irmãs carmelitas, que vivem em clausura, e a construtora que decidiu construir um edifício ao lado do Carmelo, onde elas residem. O Ministério Público Estadual ficou de encontrar uma solução dentro do procedimento administrativo aberto pelo promotor Carlos Alberto Valera, porém as religiosas estariam preocupadas com indicativos quando da última audiência no dia 15.

Foram duas horas de discussão sem que as partes chagassem a um consenso, enquanto a promotoria anunciou que estava prestes a assinar Termo de Ajustamento de Conduta com a empresa. O dono da construtora deixou claro que desejava assinar o TAC no ato da audiência, enquanto as religiosas pediram mais um mês de prazo. Neste período, elas desejam rediscutir as questões com a comunidade e, eventualmente, até sugerir eventuais medidas.

São cerca de trinta as freiras que vivem no Carmelo da Congregação Coração Eucarístico de Jesus, na avenida da Saudade. Por sua vez, a Construtora Hindy Ltda. vai edificar ao lado o prédio de 20 andares no cruzamento daquela avenida com a rua Antônio Borges de Araújo.

Já a promotoria entrou no assunto buscando solução que atenda aos interesses da empresa e preserve a vida de clausura das integrantes da congregação religiosa. Durante a última audiência, o promotor Valera pôde constatar o grau de insatisfação das carmelitas, representadas naquela oportunidade pelas irmãs Maria Isabel da Trindade e Marta Maria do Menino Jesus.

Por sua vez, o representante do Ministério Público explicou que, mesmo após o ajuste de conduta com a empresa construtora, aqueles que se sentirem prejudicados poderão buscar o Judiciário, mas não seria esta a vontade das carmelitas.

Na condição de autoridade maior da Igreja Católica em Uberaba, o arcebispo da Arquidiocese, dom Aloísio Roque Oppermann, vem pedindo apoio para causa, lembrando que as irmãs carmelitas estão no local há 63 anos e que o Carmelo tornou-se patrimônio espiritual de Uberaba.

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