Em razão da não-apreciação do veto que repõe as perdas salariais, servidores do Judiciário Federal continuam em greve em todo o país
Em razão da não-apreciação do veto que repõe as perdas salariais da categoria, servidores do Judiciário Federal continuam em greve em todo o país. Em Uberaba, a categoria continua mobilizada, conforme informa a representante do comando grevista, Liliam Lyrio Stábille, com o órgão funcionando apenas com 40% do efetivo.
O veto seria analisado no dia 18 de agosto, mas a votação foi remarcada para o dia 25 e, em seguida, novo adiamento para a quarta-feira passada, dia 2. Neste último dia, também não houve votação. A servidora diz que houve manobra para que presenças dos parlamentares não fossem registradas, para que não se atingisse o quórum mínimo para a votação. “Foi tanta manobra, que, mesmo marcada a presença, esta não era registrada no painel do Congresso, o que aconteceu, inclusive com Zezé Perrella e Lincoln Portela”, afirmou.
Ela diz que mais de 20 mil servidores, segundo dados da Polícia Militar do Distrito Federal (DF), que enfrentaram longas viagens de todas as partes do Brasil e aguardavam no gramado sob um sol de 40 graus, sentiram-se revoltados. “Quanto mais o governo recua e adia a análise do veto presidencial que premia o congelamento salarial de quase uma década, mais aumenta a indignação e a revolta de mais de 120.000 famílias dos servidores prejudicados”, lamenta.
Com isso, os servidores continuam em greve, inclusive em Uberaba. “A luta continua. É preciso mostrar a esse governo que não fomos derrubados mesmo com o cansaço e o desgaste da demora da greve, ou a falta de dinheiro para manter o movimento, pois a vontade de fazer justiça é bem maior”, finaliza.