Dando continuidade ao movimento de greve, servidores das Justiças Federal, do Trabalho e Eleitoral estiveram na praça Rui Barbosa, na tarde de ontem, em manifestação pacífica
Fot Jairo Chagas
Manifestação contou com a adesão de servidores do Ministério Público e técnicos administrativos da UFTM
Dando continuidade ao movimento de greve, servidores da Justiça Federal, Justiça do Trabalho e Justiça Eleitoral estiveram na praça Rui Barbosa, na tarde de ontem, em manifestação pacífica para aprovação do Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 28 de 2015, em tramitação no Senado, visando garantir a recomposição salarial. O texto deve ser apreciado hoje, dia 30, no Congresso Nacional e será acompanhado por servidores que seguiram em caravanas para Brasília.
De acordo com a representante do comando de greve, a servidora Liliam de O. Lyrio Stábille, apenas uma Vara da Justiça do Trabalho continua realizando audiências. As demais, assim como as da Justiça Federal, aderiram ao movimento grevista. “Estamos mantendo apenas os serviços urgentes, que são as medidas liminares, como mandados de segurança e cautelares, e o serviço de protocolo. A Justiça Eleitoral também está em greve, com restrição de atendimento. Então, os serviços estão prejudicados, o que atrapalha a população. Não é o nosso intuito, pelo contrário. Porém, temos que parar para mostrarmos que existimos, para chamar a atenção do Poder Público, sobretudo Executivo e Legislativo, sobre a nossa situação, uma vez que nossos salários estão congelados há nove anos”, destaca.
De janeiro de 2006 a maio de 2015, calcula-se pelo IGPM percentual, perda inflacionária de 72,69%. “Se compararmos que a partir de abril de 2006 o salário mínimo era R$ 350 e hoje chega a R$ 788, o percentual serve para ilustrar quão triste é a situação dos vencimentos dos servidores do Judiciário Federal”, ressalta Liliam Stábille.