GERAL

Setembro é o mês dedicado ao alerta sobre o risco de suicídio

Discutir o problema de maneira franca e sem julgamentos é uma boa forma de auxiliar quem pensa em tirar a própria vida

Publicado em 17/09/2017 às 12:04Atualizado em 16/12/2022 às 02:04
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Além do diálogo aberto e direto, a busca por um psiquiatra é fundamental

De acordo com instituições públicas e privadas que trabalham para reduzir o número de casos em todo o mundo, o suicídio ainda é percebido hoje como um mal silencioso. No Brasil, 32 pessoas morrem por dia, vítimas desse problema. Em Uberaba, o número de tentativas de suicídio aumentou 44%, de 54 casos registrados em 2016 para 78 este ano. Por isso, especialmente neste mês, a campanha Setembro Amarelo busca alertar a população a respeito da necessidade de se falar sobre a questão.

Para especialistas, abordar o assunto publicamente e da forma correta é uma das melhores maneiras de se evitar que muitas pessoas sigam por esse caminho sem volta. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nove em cada dez casos de suicídio poderiam ser evitados, caso a vítima recebesse auxílio. Números da Associação Brasileira de Psiquiatria mostram que 98,8% dos casos de suicídio estavam relacionados com histórico de doença mental, o que fortalece a convicção de que o mal, na grande maioria das vezes, pode ser evitado.

Para a psiquiatra Analice Gigliotti, chefe do setor de Dependência Química e Outros Transtornos do Impulso da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, “falar sobre o assunto com quem sofre do problema pode fazer muita diferença”. Isso inclui a conversa com amigos, familiares e outras pessoas próximas a quem demonstra estar em risco. “Comportamentos como o isolamento, a falta de esperança no futuro e uma baixa autoestima levam a pessoa a se descuidar da saúde e da própria higiene, por não fazer mais questão de se cuidar. Isso também se reflete em frases como ‘a vida não vale mais a pena’, ‘vocês ficariam melhor sem mim’ e ‘em breve não vou mais causar problemas’, entre outras expressões. Devemos sempre levar a sério quando alguém fala em cometer suicídio”, explica.

Além do diálogo aberto e direto, a busca por um psiquiatra é fundamental. Cabe ao profissional identificar o tipo de transtorno mental associado ao pensamento suicida e iniciar o tratamento, que pode incluir uso de medicamentos e psicoterapia. “O suicídio é um pensamento que acaba. Após o tratamento, quem superou essa situação pode nunca mais passar por isso. O importante é que o transtorno original seja identificado e devidamente cuidado”, explica o psiquiatra Gabriel Bronstein.

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