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Sexta-feira 13: conheça lendas urbanas de Uberaba

Publicado em 12/05/2022 às 22:04Atualizado em 18/12/2022 às 22:41
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A sexta-feira 13 é um dia repleto de misticismo. Muitas lendas urbanas surgem ou são lembradas neste dia, que é marcado como o dia do azar. Mas não só de lendas urbanas internacionais ou famosas, como a Bloody Mary ou a Loira do Banheiro que existem por aí. Uberaba tem sua cota de lendas urbanas que são de arrepiar a espinha.

Quem acabou de chegar em Uberaba, é no mínimo sábio conhecer algumas histórias, e quem já é de casa, relembre as lendas: Almas escravizadas da chácara do Mirante

 Chácara do Mirante, que já foi uma fazenda, faz parte do patrimônio histórico de Uberaba não só pela estrutura arquitetônica, mas também pela sua história. A fazenda do século 19 foi uma das pioneiras em trazer o gado zebu para a região e, com a popularidade do gado, pessoas foram escravizadas. Acredita-se que uma das fazendas que teve escravos foi a Chácara do Mirante. O local é conhecido por boato de ser mal-assombrada pelas almas de escravos, que choram no porão, onde estariam enterrados os restos mortais dessas pessoas. Também há boatos de que ouve-se barulho de correntes e andar no local.

No entanto, a historiadora Aparecida Manzan, já desmantelou o boato. Ela afirma que a Chácara do Mirante não foi uma das que teve pessoas escravizadas. Manzan explica que a fazenda que existe hoje foi construída no final do século XIX, depois da abolição. No entanto, antes, quando era um casarão mais simples com um pavimento só, da família Delfino Gomes, aí sim, tiveram vários escravos.

Um dos boatos mais populares é o da Praça Frei Eugênio. Dizem que lá já foi um cemitério e ainda há corpos enterrados no local. O boato que circula é que em toda a região que cerca o hotel Manhattan, Escola Estadual Minas Gerais e o Centro de Cultura José Maria Barra seria um cemitério. Dentro da escola, segunda a lenda, o corpo de Major Eustáquio, fundador da cidade, estaria enterrado. No terreno do hotel, estariam outras ossadas que não foram retiradas até hoje. O cemitério realmente existiu entre 1856 a 1900, no entanto, a ideia de que ainda existam restos mortais no local nunca foi comprovada. Ou seja, imaginário popular.

A véspera de Natal do ano de 1957 foi um dos dias mais tristes da história uberabense. O jovem taxista Alfeu Aparecido de Souza foi assassinado em Uberaba, durante uma corrida. Os autores pretendiam roubar o carro. Além de sete tiros, Alfeu recebeu diversas facadas. Enquanto isso, seus pais, deficientes visuais, aguardavam sua chegada em casa, para poderem comemorar a noite de Natal na missa. Após o crime que chocou a cidade, o túmulo do taxista passou a ser lembrado como um ponto de fé e milagre por quem passa por ali. Junto com o túmulo do médium Chico Xavier, o local de descanso eterno do taxista é um dos mais visitados no Cemitério São João Batista.

(Foto/Uberaba em Fotos)  

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