Nesta semana o ministro da Educação, Cid Gomes, anuncia o novo valor do piso nacional dos professores do Ensino Básico, cujo reajuste deve ficar entre 12% e 14%
Nesta semana o ministro da Educação, Cid Gomes, anuncia o novo valor do piso nacional dos professores do Ensino Básico, cujo reajuste deve ficar entre 12% e 14%. A expectativa da categoria é que seja pago o valor determinado, conforme estabelece a legislação.
A Lei Nacional do Piso dos Professores existe desde 2008 e atualmente o valor estipulado é de R$1.697, porém a grande luta da categoria em Minas Gerais é pelo pagamento do piso, tanto na rede estadual como na municipal. “A nossa expectativa sobre o novo valor do piso é grande, mas esperamos pelo pronunciamento do governador Fernando Pimentel se os professores passarão a receber o piso, pois desde quando foi implementado, nas administrações anteriores, nós nunca recebemos o valor correto. Pedimos ao atual governador para que seja seguida a lei. Ele se comprometeu com a categoria, assinou declarações de que vai pagar o piso”, explica a coordenadora local do Sind-UTE, Maria Helena Gabriel.
De acordo com Maria Helena, de nada adianta o Ministro da Educação anunciar reajuste no piso, se o Estado e o município não seguem este valor. Entretanto, é uma nova administração e por isso espera-se que o novo governador assuma o compromisso feito com a categoria durante o período de campanha. “Em entrevista a jornais nacionais, o ministro disse que no Estado que não se paga piso, é preciso acionar o Ministério Público. Porém, vamos acreditar que o governador vai honrar o acordo que fez”, explica.
O presidente do Sindicato dos Professores Municipais, Adislau Leite, também comenta sobre essa situação, e ao contrário dos professores do Estado, não acredita que a prefeitura irá pagar o piso, principalmente porque a norma existe desde 2008 e nenhum governo seguiu este valor. “Acreditamos que a Prefeitura vai seguir o índice de rejuste salarial, mas quanto ao pagamento do piso integral na rede municipal, não acredito que isso deve acontecer. Estamos muito aquém desta situação e não temos boas expectativas quanto a isso. Já são dois anos do atual Governo Municipal e até agora o assunto não foi discutido, mesmo com ações julgadas na Justiça”, explica Adislau. Para ele, a situação dos professores da rede municipal é ainda mais delicada, pois recebem apenas 50% do piso.