Em 2012, o Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba enviou ofícios a representantes religiosos com intuito de...
Em 2012, o Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba (Sindemu) enviou ofícios a representantes religiosos com intuito de buscar apoio no combate à violência dentro das escolas. Esta semana, o presidente Adislau Leite foi recebido pelo arcebispo de Uberaba, dom Paulo Mendes, que assegurou adesão à proposta da entidade durante o Encontro Pastoral.
De acordo com Adislau Leite, o sindicato enviou ofícios à Arquidiocese de Uberaba, à Associação dos Evangélicos e à Associação dos Espíritas solicitando que, durante a semana de 14 a 20 de outubro de 2012, realizassem celebrações em intenção aos professores, em função da Semana do Trabalhador em Educação e da comemoração do Dia do Professor, celebrado no dia 15. “Pedimos que durante as celebrações fossem feitas orações em intenção aos professores e ressaltamos também que, muito mais importante que comemorar a data, através das orações, que as religiões voltassem as suas atenções para as questões que envolvem a educação. Por exemplo, o problema da violência nas escolas. A violência não só contra o professor, mas entre os alunos e às vezes vinda até da própria família é, uma das questões mais sérias atualmente”, afirma.
Durante a reunião com o arcebispo de Uberaba, Adislau Leite ressaltou que muito mais do que comemorar a data, a categoria necessita de orações e bênçãos de Deus, tamanha a violência e desfaçatez por parte dos governantes e da sociedade em geral frente ao assunto. “Pedimos a ajuda da Igreja no sentido de não só estar conscientizando todo o clérigo católico, mas também que isso seja levado até os leigos e às comunidades de que é necessário resgatarmos o valor da família, do professor e do ser humano.”
O presidente do Sindemu pediu ainda o apoio de dom Paulo Mendes no sentido de empenhar o clérigo junto às comunidades no sentido de despertar as pessoas para o fato de que crianças e adolescente estarem se perdendo no mundo por falta de amor, carinho, compreensão e dedicação dos pais. “Fala-se muito em terceirização das responsabilidades da família pela escola ou pelos professores, mas temos que combater veemente essa tese, visto que não há como fazer a transferência desse encargo”, frisa. Consciente da mesma necessidade, o arcebispo de Uberaba se prontificou a oferecer o apoio, afirmando que esta será uma questão levantada no Encontro Pastoral, previsto para ocorrer no próximo dia 15.