‘Super’ El Niño pode ficar entre os mais intensos em 140 anos e aumentar o risco de calor extremo no Brasil nos próximos meses
O fenômeno El Niño pode atingir níveis históricos e excepcionais nos próximos meses, com potencial para se tornar um dos três mais intensos em 150 anos. De acordo com o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF), o aquecimento das águas do Oceano Pacífico pode chegar a 4 °C no segundo semestre. Fique atento aos alertas meteorológicos para possíveis mudanças bruscas.
O que está acontecendo
O aquecimento na região central do Pacífico, conhecida como Niño 3.4, está acelerado. Dados de modelos internacionais indicam que a anomalia térmica pode superar os +3,2 °C, ultrapassando eventos históricos como os de 1997 e 2015. Esse cenário caracteriza um Super El Niño, impulsionado por uma "Onda Kelvin", uma gigantesca massa de água quente submersa que está emergindo na superfície oceânica.
Impactos previstos no Brasil
O fenômeno altera a circulação atmosférica global, trazendo consequências distintas para cada região do país. No Sul, há risco de chuvas excessivas, enquanto o Norte e Nordeste tendem a enfrentar secas severas. Já no Sudeste, o principal sinal é o aumento das temperaturas médias em Minas Gerais e São Paulo, com ondas de calor mais frequentes e intensas.
Devido ao risco de eventos extremos associados ao aquecimento global e ao El Niño, a população deve seguir as orientações da Defesa Civil (199). Em períodos de calor excessivo, mantenha a hidratação e evite exposição direta ao sol nos horários críticos.
Fonte: O Tempo