GERAL

SUS disponibiliza mais um medicamento para o tratamento da esclerose múltipla

Incorporação do fumarato de dimetila, usado por 240 mil pacientes em todo mundo, pode beneficiar os pacientes em tratamento no Brasil, onde existem mais de 30 mil pessoas afetadas pela doença

Publicado em 04/09/2017 às 15:05Atualizado em 16/12/2022 às 10:44
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 A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) do Ministério da Saúde recomendou a incorporação do fumarato de dimetila ao Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas para o tratamento da esclerose múltipla (EM) no SUS. O medicamento será disponibilizado para uso após falha com betainterferona ou glatirâmer.

Com a nova inclusão, os pacientes terão a oportunidade de contar com mais um medicamento oral para o controle da doença, que também contribui de forma significativa para a aderência ao tratamento. O fumarato de dimetila é indicado para esclerose múltipla recorrente-remitente (EMRR)i, que é a manifestação mais comum da doença. A terapia foi aprovada para uso no Brasil em 2015, e é considerada o medicamento oral para tratamento da esclerose múltipla mais prescrito no mundo, com 240 mil pacientes tratados.

Entre abril e maio de 2017, a Conitec realizou consulta pública (CP nº 21) sobre a incorporação do fumarato de dimetila pelo SUS. A consulta resultou em mais de 1.500 manifestações, majoritariamente a favor da incorporação. A vasta participação da comunidade médica e de pacientes na consulta pública reforça a importância da disponibilização de novos tratamentos para os diferentes tipos de esclerose múltipla e a necessidade de ampliar o arsenal de medicamentos disponível aos pacientes.

No Brasil, existem mais de 30 mil pessoas afetadas pela doença. De causa ainda desconhecida, a esclerose múltipla é uma doença que atinge adultos jovens e compromete o sistema nervoso central. É caracterizada pela desmielinização da bainha de mielina, envoltório do axônio por onde passam os impulsos nervosos. A esclerose múltipla é caraterizada por um processo de inflamação crônica de natureza autoimune que pode causar desde problemas momentâneos de visão, falta de equilíbrio até sintomas mais graves, como cegueira e paralisia completa dos membros. A doença é uma das principais causas de incapacidade de jovens adultos, com idade entre 20 e 40 anos, e é mais frequente entre as mulheres.

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