O ano começou registrando alta na taxa de desemprego. O primeiro mês do segundo mandato da Presidente Dilma Rousseff registrou a pior marca desde setembro de 2013, quando o índice superou a marca de 5,4%.
A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) retratou o crescimento do desemprego, que chegou à casa dos 5,3%, superando os índices do mês anterior, que marcaram 4,3%. Traçando um comparativo, em janeiro de 2014 a taxa não superou 4,8%.
Um dos principais motivos para o aumento é a possível dispensa dos temporários contratados para o fluxo de fim de ano. A virada do ano exerce pressão no mercado de trabalho.
A taxa veio acima do esperado pelo mercado financeiro. Isso porque os economistas esperavam um percentual de no máximo 5% em janeiro, com projeções entre 4,5% e 5,6%.
Recente divulgação da Organização Internacional do Trabalho (OIT) revelou que o cenário ainda é pouco promissor, sendo que a média prevista para o ano de 2015 é de 7,1% de desemprego. O índice, ainda, deve aumentar em 2016 para 7,3%. A média de 2014 não superou 6,8% nos cálculos da OIT.
Junto com os altos níveis do desemprego está a queda dos trabalhadores sem carteira assinada. No setor privado, o número despencou 2,1% em relação a dezembro e 1,9% se comparado a janeiro de 2014.