Foto/Paulo Ferreira
O cardiologista Marcelo Borges alerta que todas as doenças cardíacas, em sua fase mais avançada, podem evoluir para insuficiência
Conforme a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é líder mundial em mortes por insuficiência cardíaca, com 100 mil casos por ano, sendo que 12,5% dos internados vão a óbito. Para alertar a comunidade médica, o assunto foi tema de módulo no 1º Simpósio de Cardiologia do Hospital Hélio Angotti, organizado pelo Centro Integrado de Medicina Invasiva (Cimi).
Os sintomas da insuficiência cardíaca normalmente começam a aparecer devagar. Cansaço e falta de ar ao realizar atividades físicas ou cotidianas, tosse, inchaços, palpitações e náuseas, entre outros.
Segundo o cardiologista Marcelo Henrique Borges, a insuficiência cardíaca é a via final de todas as doenças do coração. “Todas as doenças cardíacas, em sua fase mais avançada, podem evoluir para esse quadro. Isso faz com que o quadro seja muito prevalente dentro dos hospitais”, afirma.
O especialista ressalta que é importante abrir os horizontes no que tange às metodologias de tratamento da insuficiência cardíaca. “Esse tratamento não se resume mais ao atendimento médico. É preciso observar que a terapêutica nesse caso é ampla e vai envolver uma equipe multidisciplinar, como nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta, farmacêutico, dentre outros”, frisa.
Por isso, para o cardiologista Marcelo Borges, é fundamental trazer para o conhecimento do estudante e do especialista, e especialmente do clínico geral, os conceitos de insuficiência cardíaca, as novas terapêuticas que estão sendo estudadas e as já consagradas, debatendo diagnóstico, evolução, tratamentos e o desfecho.