Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), de 1950 a 2025, a quantidade de idosos no país vai aumentar 15 vezes
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Juntamente com o aumento da expectativa média de vida, cresce a preocupação com o bem-estar dos idosos. Afinal, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), de 1950 a 2025, a quantidade de idosos no país vai aumentar 15 vezes. “Que a população em geral está envelhecendo é um fato, mas, para que se consiga uma velhice saudável, é preciso promover e manter a saúde da população idosa. Uma das ferramentas mais utilizadas, de uns anos para cá, é a prática de terapia ocupacional para idosos, tendo como um dos objetivos resgatar a autonomia nas rotinas diárias dos mais velhos”, destaca a terapeuta ocupacional, Nayara Maysa de Oliveira Pedrosa.
De acordo com a especialista, é possível restaurar e reforçar capacidades funcionais, facilitar a aprendizagem de funções essenciais e desenvolver habilidades, por meio da terapia ocupacional, capazes de aumentar a autonomia dos idosos no ambiente social, doméstico, de trabalho, lazer, etc., tornando-os mais produtivos. “A terapia ocupacional (TO) tem se mostrado fundamental no processo de tratamento daqueles idosos que possuem disfunções físicas, sensoriais ou mentais e que desenvolveram dificuldades de adaptação ao meio. Com atividades de estimulação das habilidades cognitivas e motoras, conseguimos trazer mais qualidade de vida para eles”, destaca.
Na instituição de longa permanência para idosos, onde Nayara Pedrosa desenvolve práticas de TO, a administradora da instituição, Elizabeth Carvalho dos Santos Freitas, percebe uma significativa melhora no comportamento dos idosos atendidos, pois são ofertadas atividades lúdicas, como jogos, artesanato, música, leitura e artes em geral, e incentivadas ações de autocuidado e valorização da autoestima.
Ainda segundo a terapeuta, atividades simples de estimulação das habilidades cognitivas e motoras podem ser realizadas, também, por familiares que têm idosos em casa, a fim de auxiliá-los na melhora das competências físicas e emocionais. “As práticas utilizadas variam de acordo com as necessidades e limitações de cada pessoa, mas, com atividades simples, podemos colaborar para que eles tenham uma velhice tranquila e com mais lucidez. Jogos de memória, bingo, baralho, dama, entre outros, são ótimos para exercitar a mente, estimular a atenção e o raciocínio lógico. Promover oficinas de leitura e declamação de poesia também são indicadas”, explica.
A especialista ressalta, ainda, que o idoso precisa ser produtivo e o mais independente possível. “Quanto mais ativo for o idoso, mais ele se sentirá feliz e independente. É fundamental dar apoio, ter paciência, mostrar confiança e estimular sempre. Todos nós gostamos de autonomia e precisamos da autoestima para viver melhor. Com os idosos não é diferente”, lembra.