Método não invasivo é opção para quem não obtém resultados ou quer evitar internações e cirurgias pelo tratamento convencional de problemas crônicos
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Ortopedista Luís Fernando Araújo Júnior afirma que principais benefícios são o rápido alívio da dor e a restauração da mobilidade
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 80% da população mundial sofre com dores na lombar, que é ainda a segunda causa que mais leva pessoas ao médico. O número pode ser ainda maior se considerarmos os problemas no quadril, nos joelhos, pés, cotovelos e ombros, por exemplo, seja em virtude do avanço da idade ou em decorrência de lesões esportivas. O fato é que o tratamento convencional de problemas crônicos, que têm a dor como sintoma mais incômodo, são internações e cirurgias. Porém, um método alternativo e não invasivo tem atraído cada vez mais adeptos à Terapia de Ondas de Choque.
De acordo com o ortopedista Luís Fernando Araújo Júnior, a terapia utiliza ondas mecânicas de alta pressão para o tratamento de diversas condições musculoesqueléticas, como joelho, ombro ou calcanhar, sendo bastante utilizado na fisiatria, medicina esportiva e ortopedia. “Seus principais benefícios são o rápido alívio da dor e a restauração da mobilidade. Além disso, não é necessário o uso de anestésicos, fazendo com que seja uma terapia ideal para acelerar a recuperação e a cura de diversas doenças que causam dor aguda ou crônica. Tem como objetivo reduzir a dor, a inflamação e estimular a cicatrização dos tecidos moles afetados”, explica.
O especialista destaca que a terapia por ondas de choque é uma alternativa não invasiva para o tratamento cirúrgico em pacientes selecionados, que não responderam à terapia médica convencional. O resultado mecânico de pressão e percussão pode ser útil em processos que envolvem a calcificação do tendão, como para doenças no ombro.
Luís Fernando Araújo Júnior esclarece, ainda, que esses efeitos biológicos e terapêuticos fazem com que as ondas de choque sejam especialmente indicadas em casos de problemas crônicos, nos quais os tratamentos de reabilitação convencionais falharam, mas também como primeira opção de tratamento em um grande número de tendinopatias. “Entre as doenças que melhor respondem a essa terapia cabe destacar tendinopatias do ombro, tendinopatia do Aquiles, tendinite patelar ou joelho de saltador, epicondilite lateral ou cotovelo de tenista e a fascite plantar. Essa terapia funciona sem o uso de radiação ou medicamentos, estimulando o processo de autocura natural do corpo. Há geralmente uma redução importante da dor e maior facilidade de movimento após as sessões”, afirma o ortopedista.
Para o profissional, trata-se de um procedimento pouco doloroso, pois os efeitos secundários, como desconforto local discreto durante a aplicação – que dura 30 minutos –, são insignificantes diante da oportunidade de evitar cirurgias, cicatrizes e internações prolongadas.