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Teste de curvas infantil ajuda a detectar problemas no crescimento

Endocrinologista alerta que crescimento infantil lento pode ser sinal de problemas na produção hormonal

Publicado em 12/03/2017 às 10:03Atualizado em 16/12/2022 às 14:42
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Foto/Arquivo

Márcia Bedin alerta que crescimento infantil lento pode ser sinal de problemas na produção do hormônio de crescimento (GH)

Conforme dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), crianças no primeiro ano de vida crescem em média 25 centímetros; no segundo ano, 12cm, e no terceiro ano crescem de 7 a 8 centímetros. A partir do quarto ano, crescem de 5 a 7 cm, e depois o ritmo diminui. Na fase da puberdade, o crescimento retoma velocidade e pode atingir de 10 a 12cm por ano.

A endocrinologista Márcia Bedin, consultora médica de um laboratório em Uberaba, orienta que os pais busquem ajuda profissional assim que perceberem algo errado na evolução do crescimento dos filhos. “Em alguns casos, a dificuldade do crescimento pode ser causada por distúrbios na produção do GH, o que, muitas vezes, pode passar despercebido pelos pais ou responsáveis”, diz a médica.

Márcia ressalta que, quanto mais cedo os problemas do crescimento forem diagnosticados, maior será a chance de recuperar os centímetros perdidos e alcançar a estatura adequada ao seu padrão genético. No entanto, para que seja eficaz e tenha uma melhor resposta, o ideal é que o tratamento aconteça antes da puberdade. O diagnóstico para problemas com o hormônio do crescimento é confirmado através de exames laboratoriais, como os testes funcionais para avaliação da produção do GH, que podem ser realizados a partir dos dois anos de idade.

De acordo com a médica, existem diversos tipos de estímulos medicamentosos aplicados nesses testes. Os mais frequentes são a clonidina, o glucagon e a insulina. Para a especialista, a escolha do teste depende de características de cada paciente e de protocolos de investigação de cada serviço de atendimento.

Márcia Bedin destaca, ainda, que a baixa estatura nem sempre está relacionada a problemas de produção hormonal. Se o pai e a mãe forem baixos, a criança seguirá o mesmo padrão de estatura da família. Outros fatores, porém, podem influenciar o crescimento negativamente, com má qualidade do sono e da alimentação, falta de atividade física regular, presença de doenças crônicas e até mesmo de algumas síndromes genéticas que têm como característica a presença da baixa estatura.

Portanto, cada caso merece uma avaliação individualizada e é muito importante que cada criança seja acompanhada pelo seu pediatra para que qualquer alteração no crescimento seja detectada o quanto antes.

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