Tribunal do Júri absolveu ontem Giovan Ricardo Santana pelo assassinato de Weberson José da Costa Rosalino, vulgo Neném
Foto/Neto Talmeli
Giovan Ricardo Santana estava preso desde 2010, ou seja, há cinco anos, pelo homicídio de Neném
Tribunal do Júri absolveu ontem Giovan Ricardo Santana pelo assassinato de Weberson José da Costa Rosalino, vulgo “Neném”. A pauta pertenceu à 2ª Vara Criminal. O crime ocorreu em 26 de setembro de 1999.
A defesa, realizada pelo advogado Leuces Teixeira, utilizou como estratégia a negativa de autoria. Já acusação buscava a condenação do réu por homicídio duplamente qualificado, conforme denúncia do Ministério Público.
Durante o julgamento, outro acusado, Fábio Alexandre Garcia do Carmo, o “Bimbim”, confessou o crime após testemunhar a pedido de um dos jurados. Na época, “Bimbim” foi impronunciado pelo promotor de Justiça, que denunciou apenas Giovan pelo homicídio. No entanto, ontem, ao testemunhar perante o Tribunal do Júri, ele assumiu ser o autor dos disparos que resultaram na morte da vítima. Para a defesa, a confissão demonstrou que a investigação foi mal conduzida, desde o início, mas, segundo a acusação, feita pelo promotor de Justiça Roberto Pinheiro da Silva Freire, esta seria uma forma de livrar a culpa de Giovan e do próprio “Bimbim”, tendo em vista que o crime ocorreu há 16 anos. “Bimbim”, na época, era menor de 21 anos e maior de 18 anos, e se houver a abertura de ação penal contra ele, o crime está prescrito. No entanto, os jurados votaram pela absolvição do réu, que estava preso desde 2010, ou seja, há cinco anos, pelo homicídio de “Neném”.
Após a leitura da sentença o juiz-presidente Fabiano Garcia Veronez requisitou o falso testemunho da esposa da vítima, em razão da versão sustentada pela mesma ao longo da instrução processual e a dada durante o julgamento. Ela sempre acusava Gilvan pelo crime e ontem, ao testemunhar, mudou a versão, negando a autoria do réu.