GERAL

TJMG comunica anulação de júri do assassino da esposa e cunhadas

O crime brutal, que aconteceu em agosto de 2011, gerou grande comoção em Uberaba. Edson Fernandes matou as vítimas com golpes de podão

Daniela Brito
Publicado em 20/12/2014 às 20:21Atualizado em 17/12/2022 às 02:08
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Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) expediu ofício à Comarca de Uberaba comunicando a anulação do júri popular de Edson Fernandes de Ávila, assassino confesso da esposa Jane Luce Paiva de Ávila e das cunhadas Dilza Maria de Paiva e Luzia Maria de Paiva.

A anulação da condenação ocorreu após o recurso interposto pela defesa ser acatado, na quinta-feira da semana passada, pela 2ª Câmara Criminal. O advogado Leuces Teixeira de Araújo questionou a decisão dos jurados em condenar Edson a 57 anos de prisão pelo triplo homicídio durante o júri popular realizado em março de 2014. Para ele, o resultado foi contra a prova contida nos autos, pois desconsiderou o laudo médico emitido por duas médicas de hospital psiquiátrico de Barbacena. O documento homologado judicialmente atestou a semi-imputabilidade do réu.

Por outro lado, o acórdão do julgamento só será publicado no dia 21 de janeiro do ano que vem no Diário da Justiça eletrônico. Somente após a publicação, o Ministério Público pode ajuizar recurso contra a decisão colegiada do TJ.

Embora o júri popular tenha sido anulado, o réu continua preso na Penitenciária de Uberaba. O crime brutal, que aconteceu no dia 8 de agosto de 2011, gerou grande comoção em Uberaba. Edson Fernandes matou as vítimas com golpes de podão, principalmente nas regiões da cabeça, pescoço e tórax.

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